Rio de Janeiro - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (10), no Rio de Janeiro, que a polêmica envolvendo um possível calote do Paraguai em relação à dívida de US$ 19,6 bilhões, contraída por ocasião da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, não afetará os planos do governo brasileiro de promover a integração energética do continente.
Na avaliação do ministro, as negociações com o Peru e a Argentina (onde o governo brasileiro pretende construir várias usinas hidrelétricas) continuam normalmente e “nada será afetado”.
Com relação à dívida de Itaipu, Edison Lobão disse acreditar em uma solução negociada. “Amanhã [11], eu terei reunião em Itaipu com o ministro da pasta de energia daquele país para tratar e discutir o assunto Itaipu tecnicamente e politicamente – do ponto de vista de política externa, e vamos ver se chegamos a uma conclusão”, disse.
Lobão adiantou que participarão do encontro, técnicos do próprio Ministério de Minas e Energia, da Fazenda e das Relações Exteriores.
Mais uma vez, Lobão afirmou que as reivindicações que estão sendo postas pelo Paraguai são “inaceitáveis”, mas que deverá ser encontrado um “meio termo” para o impasse.
“Amanhã vamos discutir este assunto e ver se encontramos um território comum nas conversações. O Paraguai é um país amigo, nós temos lidado com este problema de Itaipu há dezenas de anos e tudo tem dado certo até aqui. Portanto, eu estou convencido de que encontraremos um território comum para acertar as nossas divergências”, acredita.
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