Trabalho e cultura: parceria de sucesso

A advogada Márcia de Oliveira Ribeiro está na Divisão de Patrocínio da Eletrobrás há cerca de 5 meses. Mesmo atuando há pouco tempo no setor, ela garante que adora o que vem fazendo, sobretudo devido à identificação com o trabalho: o hobby predileto de Márcia é a leitura, e ela, hoje, desenvolve projetos na área da estatal que patrocina a cultura.
Márcia está na empresa há 11 anos. Durante 6 anos, ficou cedida para a Eletronuclear. Os conhecimentos na área jurídica são muito bem aplicados, segundo garante, no serviço atual.
-- Apresentamos idéias e elaboramos projetos para patrocínio de peças teatrais, edição de livros, festivais de música, trabalhos audiovisuais e esportivos. Com minha experiência resolvo problemas relativos, por exemplo, aos direitos e obrigações no setor de entretenimento, gerando resultados mais satisfatórios – explica ela, acrescentando que “a cultura é uma importante fonte de recursos para a economia nacional, e através dela a Eletrobrás tem sua imagem valorizada”.
 As transformações ocorridas na estatal por conta da nova diretoria não preocupam a advogada, pelo contrário. Márcia afirma que está otimista com as mudanças e acredita que haverá melhora no setor.
 -- A Eletrobrás é muito importante na minha vida e tenho esperanças num futuro promissor. Vivi momentos marcantes aqui. Um deles foi ter acompanhado a construção da grandiosa usina de Angra II, quando estava cedida à subsidiária. Outra situação marcante foi uma difícil ação que ganhamos, em 2005, movida contra a estatal por várias empresas de grande porte – relembra.
A advogada formou-se na UFRJ, e possui duas pós-graduações, em Direito Penal e Processo Penal, e em Processo Civil. Quando não está entretida com seu hobby preferido, Márcia conta que gosta de escutar música clássica. E, claro, não abre mão da companhia dos filhos João Pedro, de 12 anos,  Davi, de 7 e de seu marido, Rodrigo Lourenço da Costa Maia, também advogado da Eletrobrás . Para o ano que se inicia, ela quer levar adiante um importante projeto de seu setor: a criação do Centro Cultural da Eletrobrás.
-- É ambicioso, e possível de acontecer. A estatal não tem um espaço próprio que exponha as inúmeras realizações de destaque nesta área. Quero trabalhar mais em 2009 para concretizar esse projeto – conclui.

Márcia de Oliveira Ribeiro

 


Em defesa da ética

O advogado Julio Verbicario, de 37 anos, “veste a camisa”. O termo, em seu sentido literal, seria usar, e com muito orgulho, a camisa do seu time de coração, o Flamengo. Mas ele se refere mesmo à dedicação ao trabalho na Eletrobrás. Recentemente, Julio e a equipe da Divisão de Contencioso tiveram êxito numa ação que isentou a estatal de uma condenação de 40 milhões de reais, e ainda revelou fraudes milionárias no setor de energia elétrica contra a empresa.
Julio conta que foram 6 anos de atuação nesses tipos de demandas. Ele viajou para cerca de 10 estados brasileiros recorrendo de decisões de resgate de títulos de empréstimos compulsórios adquiridos nas décadas de 60 e 70. As liminares contra a Eletrobrás somavam quase meio bilhão de reais em todos os processos. As investigações da equipe revelaram fraudes envolvendo juízes e advogados, que liberavam liminares para a restituição de títulos de há muito prescritos.
-- Cheguei a ser ameaçado por envolvidos no esquema de fraudes, e tentaram me subornar, me oferecendo 1 milhão de reais certa vez em Belém (PA). Não desistimos do nosso trabalho, nem nos deixamos corromper. Fomos até o fim e obtivemos êxito nas causas – revela, satisfeito.
Há 11 anos na Eletrobrás, Julio ficou cedido por 4 anos à Eletronuclear. Antes, trabalhou por 2 anos como advogado e assessor da presidência do Conselho Regional de Odontologia. Ele diz que tem esperanças na reestruturação da estatal através da nova diretoria, das ações para defender a categoria promovidas pela Associação dos Empregados da Eletrobrás – AEEL, e da nova mentalidade empresarial.
-- Acredito num novo modelo de gestão, em que os funcionários terão uma visão melhor do futuro por serem mais reconhecidos e valorizados, e terem suas opiniões ouvidas e defendidas – destacou.
Julio se formou em Direito na Universidade Candido Mendes. Em seu currículo estão duas pós-graduações: em Processo Civil, e em Direito Empresarial com ênfase em Direito Ambiental. O advogado sério dá lugar, nas horas de lazer, ao esportista e ao músico. Futebol, tênis e a retomada ao jiu-jitsu são atividades que gosta de praticar. E com os amigos Roberto Amaral, Jorge Krimer, Arnaldo e Alexandre, ele forma a banda Os Elétricos. O grupo ensaia duas vezes por mês e toca, especialmente, rock da década de 70. Julio é um dos guitarristas. “Vamos tentar programar uma apresentação para a festa de final de ano da empresa, em 2009”, planeja.
Os planos do advogado incluem ainda investir em cursos de atualização em provento às suas tarefas ordinárias na Eletrobrás, fazer mestrado, além de investimento no interior da cidade de seu pai, Santa Maria Madalena, na Região Serrana do Rio, especificamente quanto ao plantio e manejo de eucalipto.
-- Me orgulho de trabalhar na Eletrobrás, é uma empresa promissora. Vou continuar defendendo a estatal, postulando ações de seu interesse, e a defendendo de maneira combativa e ética – finaliza, confiante.

Julio Verbicario – Entrevistado da segunda quinzena de dezembro/2008.

 

Renata Leite Falcão, uma multimulher

Engenheira eletricista, nordestina, mulher, mãe, dona-de-casa. Essas são apenas algumas das muitas características da chefe do Departamento de Estudos Energéticos da Eletrobrás, Renata Leite Falcão. Há 16 anos na estatal, ela foi cedida pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco, a Chesf, onde trabalhou por 8 anos. Ambas as empresas, segundo afirma, têm grande importância em sua vida.
“A Chesf foi fundamental para minha formação técnica. Participei de um difícil processo seletivo para ingressar na companhia, onde comecei como estagiária. Na Eletrobrás obtive a maturidade profissional, troquei experiências em grupos de estudos de planejamento e aprendi muito nestas reuniões. É muito importante projetar os trabalhos da empresa no âmbito nacional sem perder o conhecimento regional”, afirma ela, ressaltando que mantém muitas amizades na Chesf, assim como fez grandes amigos também na Eletrobrás.
Renata destaca que acredita em mudanças positivas na estatal a partir das ações da diretoria e da participação pro ativa da Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL).
“O que vejo neste momento são atitudes de transformação. Antes, havia um preconceito com os funcionários cedidos, como é o meu caso, mas isso mudou. Agora, a postura é de agregar visando o melhor para o trabalho, pois somos todos empregados do sistema Eletrobrás. Não se pode discriminar as pessoas porque vieram desta ou daquela empresa, se houver um ‘julgamento’, que tenha um critério, que seja pela competência de cada um”, avalia.
Recifense, Renata é formada em engenharia, há 24 anos, pela Universidade Federal de Pernambuco. Em seu currículo estão ainda uma pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas e um MBA em Energia Elétrica no IBMEC. Ela é mãe de Victor, de 15 anos, e de Igor, de 10, e casada com Roberto.
“Sou muito ligada à minha família. Quando saio do trabalho e vou para casa, toda a atenção é para eles. Me dedico à educação dos meus filhos, ao lazer com eles e meu marido, aproveito ao máximo os momentos que passamos juntos”, destaca.
Dedicação é o que não falta à engenheira, segundo garante: “Não me vejo aposentada. Acho que ainda tenho muito para contribuir com a Eletrobrás. Meu objetivo é investir cada vez mais no que gosto de fazer e isto inclui meu trabalho, e tenho um sonho, o de ver a empresa mais ágil, oferecendo respostas rápidas no seu negócio e exercendo uma verdadeira liderança em todas as suas empresas controladas”, finaliza.

Renata Leite Falcão – Entrevistada da segunda quinzena de dezembro/2008

 

Retroceder nunca, render-se jamais

O lema da advogada Vera Maria van Erven Formiga é nunca desistir. Isso, ela aprendeu logo na infância, quando praticou natação, e teve aulas com ninguém menos que a atleta Maria Lenk. O espírito competitivo do esporte ela transformou em incentivo, mais tarde, para enfrentar os desafios no trabalho. Hoje, ela é gerente da Divisão de Patrocínio da Eletrobrás, mas sua carreira na estatal começou há 34 anos.
Vera iniciou nas Centrais Elétricas Mato-grossenses - Cemat, depois ingressou na Eletronorte, passou pela Enersul e retornou para a Eletronorte. Em 1996, foi cedida para a Eletrobrás. Ao longo desses anos trabalhou nos setores de recursos humanos, administração de salários e de contratos especiais, e obteve experiência em gestão de contratos internacionais.
“Costumo dizer que tenho pós-graduação em experiência profissional pessoal, que considero completa e diversificada por ter trabalhado em empresas de distribuição de energia, de geração e agora na holding”, orgulha-se Vera, que é formada em Direito na PUC do Rio de Janeiro.
A advogada afirma que a Eletrobrás é seu segundo lar. “Me sinto à vontade aqui, onde tenho muitos amigos, e faço questão de colaborar com os colegas e compartilhar experiências”, declara. Por considerar a empresa como se fosse sua outra casa, está com expectativas positivas nas mudanças propostas pela nova diretoria.
“Na década de 80, eu tinha esperanças nas transformações, quando houve a transição de algumas empresas, mas só agora, mais de 20 anos depois, vejo esses desejos se concretizando. As ações de hoje são repensar o setor elétrico, acabar com o regionalismo, otimizar e unir os esforços de todos os empregados das empresas subsidiárias”, analisa, confiante.
Quando não está trabalhando, a atenção de Vera é voltada para os filhos Izabel, de 34 anos, Pedro, de 29, e João, de 27. O “sol de vida” é o neto Hugo, de 3 anos, filho de Izabel, que, em breve, lhe dará mais um neto.
Mesmo realizada no trabalho, Vera garante que está cheia de planos para o futuro, e revelou que quer investir em um projeto ambicioso: criar, na futura sede própria da Eletrobrás no Rio, o centro cultural da estatal.
“Pretendo reforçar a área onde atuo, estruturar cada vez mais a equipe e levar adiante o plano de construir o centro cultural da Eletrobrás. Estamos entre as seis maiores empresas patrocinadoras de cultura do Brasil, mas não temos um espaço que mostre nossa responsabilidade social na área. Exibindo o riquíssimo acervo de informações da estatal, o centro será como sua identidade para os visitantes”, conclui.

Vera Maria van Erven Formiga – Entrevistada da primeira quinzena de dezembro/2008

 

Roberta Padilha: uma empregada agraciada por Deus

“As minhas conquistas foram presentes de Deus”. A advogada Roberta Padilha Carestiato Daniel, 37 anos, é uma católica fervorosa, mulher realizada na vida, dedicada à família e ao emprego. E nesse setor, ela comemora uma ótima fase: há 5 meses foi cedida para a Eletropar (Eletrobrás Participações S/A), onde é consultora jurídica e secretária geral. Mais do que isso, ela garante que sua principal função na empresa é o fortalecimento do trabalho.
“A Eletrobrás tem importância fundamental na minha vida. Recebi o convite para vir para a Eletropar de seu presidente Marcelo Figueiredo, e estou muito satisfeita. Sinto-me realizada profissionalmente, tenho autonomia para apresentar propostas e agir em equipe visando somar valores e encontrar melhores resultados à companhia”, declara ela, que tem esperanças em melhorias na empresa a partir da nova Diretoria Executiva da Controladora da Eletropar: “Estamos passando por transformações e acredito que esta nova Diretoria tem projetos que vão beneficiar não só a Eletropar como todo o SISTEMA ELETROBRÁS”.
A primeira grande conquista de sua vida foi ter ingressado na Faculdade de seus sonhos, a Cândido Mendes, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Formada há 15 anos no curso de Direito, ela atuou nas áreas de Propriedade Industrial e Intelectual. Viajou para outros países a trabalho, e ainda ministrou aulas de Direito Civil e de Processo Civil. Em junho do ano 2000 obteve mais um êxito: passou a integrar o quadro de empregados da Eletrobrás. Roberta participou do difícil processo seletivo da estatal, realizado por meio de provas e títulos, que se iniciou no ano de 1996 com conclusão em 1997, e ficou entre os 60 aprovados no concurso.
“Eu e mais sete mulheres aprovadas neste concurso ingressamos juntas na Eletrobrás. Enquanto participávamos da realização dos exames admissionais e das entrevistas para definição das áreas em que iríamos atuar na empresa, ficamos muito próximas umas das outras, e construímos laços de amizade que duram até hoje. Tornamo-nos as amigas do G-8, o Grupo das Oito”, diverte-se.
Mas Roberta tinha uma característica, na época, que a diferenciava das outras integrantes do G-8: estava grávida de quase dois meses de sua filha Gabriela. A maternidade foi sua marca no grupo, e ela passou a ser a “mãezona” também das amigas e ainda continua sendo dos demais amigos que conquistou. Três anos depois ela deu à luz seu segundo filho, Mateus. Casada há quase 9 anos, ela destaca que o marido Flávio foi um grande incentivador para suas conquistas: “Ele sempre me deu muita força, acredita no meu potencial e me fez confiar na capacidade de ser aprovada no concurso da Eletrobrás”, ressalta.
Voltar a estudar está nos planos da advogada. Roberta quer se especializar na profissão, e pretende fazer pós-graduação ou MBA. “Estou replanejando minha vida profissional, sem que com isso deixe de ter tempo para a família, o trabalho, o lazer, os estudos...”, enumera satisfeita.

Roberta Padilha Carestiato Daniel – Entrevistada da primeira quinzena de dezembro/2008

 

O engenheiro que deu vida a importantes obras nacionais


O engenheiro Henrique Couto Ferreira Mello completou 80 anos de vida em 22 de novembro. Trinta e dois anos foram dedicados ao trabalho na Eletrobrás. Atualmente, ele é assistente da Diretoria de Tecnologia e, ao longo de mais de três décadas, passou por cargos de chefia na área de Engenharia, participou da execução de obras que têm importância nacional, como as usinas hidrelétricas de Itaipu (Paraná) e Tucuruí (Pará).
       O reconhecimento do trabalho veio por meio de muitas homenagens. Entre elas, o auditório da Universidade Corporativa do Sistema Eletrobrás (Unise) que leva seu nome, no 15º andar do prédio 409 da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. O espaço foi inaugurado em 11 de dezembro de 2007. Possui plano inclinado e uma equilibrada disposição de cadeiras, que garantem total visibilidade do palco pela platéia, formada por até 76 pessoas.
            Henrique Mello se diz um apaixonado por eletricidade, que para ele “é um bem público e de todos”. Por isso, a Eletrobrás é fundamental em sua vida.
“Escolhi a Engenharia Elétrica porque a partir dela posso elaborar projetos, executar obras e concretizá-las. Ver o sucesso do resultado do trabalho e tantas pessoas sendo beneficiadas é muito gratificante”, garante.
       As usinas hidrelétricas de Paulo Afonso (Bahia) e Coaracy Nunes (Amapá) foram obras que tiveram a participação do engenheiro. Um dos momentos mais marcantes de sua vida, segundo conta, foi sua formatura, em 1958. Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Militar de Engenharia, o IME, na Urca, Henrique foi o representante da turma no evento, e recebeu o diploma de ninguém menos que o presidente do Brasil na época, Juscelino Kubitschek.
            “Foi uma das situações mais emocionantes da minha vida. Primeiro porque estava me formando em Engenharia, que eu adorava, e o presidente Juscelino me parabenizou com um aperto de mão”, lembra, orgulhoso. A formação militar deste capixaba começou mesmo na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende. Ele também lecionou no IME e na Escola Superior de Guerra, na Urca.
Além do trabalho, outra paixão de Henrique é sua família. Casado com Mariliza, eles têm quatro filhos - Márcio, Luiz Fernando, Paulo Cesar e Ricardo - e quatro netos. “Mariliza é uma grande mulher, uma companheira que me apoiou em todos os momentos da vida”, declara, emocionado.

Henrique Couto Ferreira Mello – Entrevistado da terceira semana de novembro/2008

 

 

Nos embalos da dança


Há cerca de 23 anos ele descobriu a dança e de lá pra cá sua vida ganhou um ritmo diferente. É impossível falar sobre Marquinhos Copacabana sem deixar clara a importância dessa atividade em seu dia-a-dia. Tudo muito bem dividido, ele consegue ter tempo para se dedicar ao trabalho na Eletrobrás, à família e à dança.

Mas vamos voltar um pouquinho no tempo e lembrar um momento importante, quando Marcos entrou na empresa, há exatos 32 anos e cinco meses atrás: “Não posso deixar de frisar a importância que a Eletrobrás tem em minha vida e, principalmente, em minhas conquistas pessoais. Foi por ter entrado para o quadro de empregados desta empresa que pude ter a oportunidade de me dedicar a outras buscas como foi com a dança. Uma atividade paralela, que começou como um hobby e ganhou cada vez mais espaço com o passar do tempo. Mas, sem o meu emprego na Eletrobrás, provavelmente, as coisas não teriam chegado aonde chegaram”, explica Marcos que atualmente é ATA e trabalha na Divisão de Administração das Instalações Prediais (DAAA).

Marcos começou na Eletrobrás como contínuo, atividade que desenvolveu por quase dois anos até ser promovido. Teve a oportunidade de entrar para faculdade, a Universidade Gama Filho, onde se formou em Letras. Profissionalmente aguarda o re-enquadramento por conta de ter nível superior, mas não sabe quando a estatal irá promover essas ações.

Na década de 90 viveu, ao lado de outros companheiros de profissão, seus momentos mais apreensivos na empresa: “Foi à época em que o Governo iniciou uma série de cortes e víamos muitos colegas serem demitidos. Era uma tensão diária, um momento muito ruim. Mas, particularmente, não tenho o que reclamar da empresa, ela é parte fundamental nas minhas conquistas”, declara.

Aos 27 anos, Marcos teve seu primeiro contato com a dança e, desde então, nunca mais abandonou a atividade, ao contrário, fez dela parte integrante de sua rotina diária, paralelamente ao seu trabalho. Foi nesse ambiente da dança que conheceu a esposa Karla, com quem divide a administração da Studio de Danças Marquinhos Copacabana, sua academia, que fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 427, salas 301, 302 e 303.

“Nada nesse sentido, em minha vida, foi planejado. Comecei a dançar e descobri que era bom nisso. Em pouco tempo, mas com muita dedicação, comecei a dar aulas. Virou um compromisso sério, ao qual dedicava o tempo que sobrava após o trabalho. De repente, as coisas foram tomando novos rumos, conheci a Karla, me casei e abri minha academia. Depois, veio minha linda Gabriella”, conta orgulhoso da filha que nasceu dentro do mundo da dança e, aos noves anos, já é uma grande dançarina.

Há pouco mais de um ano, Marcos e Karla souberam que Gabriella tinha desenvolvido diabetes 1. Na ocasião o choque foi muito grande, ela já praticava aulas de dança desde os 3 anos de idade e estudava, além de outras atividades extracurriculares. Como a família foi orientada a não mudar a rotina de vida, mas sim ter atenção aos cuidados com a doença, a dança foi fundamental para amenizar a tristeza.

Tristeza que durou muito pouco: “Ela é uma menina que nos dá toda a alegria. Controla sua diabetes com muita responsabilidade e as atividades que pratica ainda ajudam bastante. Inclusive, foi por meio da dança que ela teve uma de suas grandes vitórias. Ela foi chamada para participar do quadro infantil da Dança dos Famosos do Faustão e, depois de dois meses de muita dedicação e mudanças em sua rotina, foi vencedora ao lado do ator Eduardo Melo. Foi um momento de muita emoção para todos nós”, relembra orgulhoso Marcos.

 

 

Uma mulher preparada para os desafios de seu tempo

Perto de completar 20 anos de empresa, Elayne Soares Macello Ramos ilustra nossa mais nova “Crônicas Cotidianas”. Ela é uma daquelas pessoas que pode ser definida como alguém que, verdadeiramente, veste a camisa. Apaixonada pela Eletrobrás, Elayne começou a carreira na estatal como Auxiliar Técnica (na Assessoria de Sistemas Isolados e Combustíveis), de lá pra cá, já galgou vários degraus e, atualmente, ocupa um dos cargos de maior confiança na empresa, é Secretária da Presidência.

Neste cargo desde 2005, Elayne não esquece os momentos mais marcantes em sua carreira: “Após o incêndio de 2004, estava lotada na Diretoria Financeira, sem chefia direta, quando, após um período, fui transferida com toda a equipe, para a Diretoria de Projetos Especiais, que havia sido assumida por Aloísio Vasconcelos. Convidada para uma conversa em tom de entrevista ele lançou-me a pergunta fatal: ‘É formada em que?’. Eu não era formada. Respirei e disse que não tinha formação superior. Naquele momento, decidi que voltaria a estudar e voltei”, lembra emocionada de um momento difícil que se transformou em conquista comemorada.

Foi nesse momento especial que Elayne enxergou que era hora de aumentar sua qualificação profissional: “Foi o toque que faltava na minha consciência”.

Casada e mãe de dois filhos, ela não perde a oportunidade de curtir e se divertir ao lado da família, que em sua ótica, não se resume a eles: “Minha família é minha base, meu porto seguro, adoro estar ao lado do meu marido, dos filhos, irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos...”

O estilo arrojado e decidido foi mais uma vez confirmado, quando ela foi convidada a participar, como palestrante, do evento do Dia das Mulheres, realizado pela Eletrobrás. Na época, seu nome havia sido escolhido por Elayne ser a protagonista de uma história cheia de obstáculos a serem vencidos e por ela nunca ter se acanhado frente a nenhum deles.

“Algumas mulheres foram convidadas a falar sobre algum ponto relevante em suas vidas e o meu relato devia-se ao fato, principalmente, de ter sido mãe aos 16 anos. Afinal, foi uma gravidez muito precoce e desse momento em diante eu passei por todos os obstáculos que surgiram com uma responsabilidade a mais que era meu filho, além da minha família, meu casamento, os estudos. Era o término da adolescência já vivendo uma vida cheia de compromissos e seriedades. Não foi fácil, mas hoje percebo o quanto foi legal tudo isso e tive a oportunidade de dividir com as pessoas que estiveram presentes ao evento”, relembra orgulhosa.

Com uma história de vida como essa, com a carreira profissional gerando bons resultados e sendo uma exemplar “gestora do lar”, obviamente, Elayne já planeja a hora de descansar, quando a aposentadoria chegar: “Pretendo me mudar do Rio e abrir uma pousada”. Mas, até lá, ela vai continuar vivendo cheia de energia e esbanjando elogios à Eletrobrás, que em sua avaliação foi fator primordial em sua vida.

“Tenho muito orgulho de trabalhar na Eletrobrás. Tudo o que eu construí devo a esta empresa e não gosto que falem mal dela perto de mim, chego até a brigar”, finaliza.  

Elayne Soares Macello Ramos - Entrevistada da primeira semana de novembro/2008

 

Trinta e quatro anos de empenho e amizades

Depois de passar 29 anos atuando no Departamento de Informática da Eletrobrás, Kleber Dias Antunes está prestes a completar dois anos no PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) um setor criado em 1985 que é subordinado à Secretaria Executiva da Estatal. 

A história desta verdadeira prata da casa começou um pouco antes disso, há 34 anos, quando iniciou na empresa, ainda no Departamento Pessoal: “Hoje, sou analista de sistemas e devo minha formação à Eletrobrás”, comemora Kleber, que não se cansa de creditar sua vitória profissional à empresa.

Ao longo desses anos, ele teve a oportunidade de fazer parte de momentos marcantes, e guardar algumas tristes lembranças, como o incêndio de 2004: “Foi um dos momentos mais emocionantes pra mim. Quando cheguei à empresa e vi o prédio pegando fogo, naquele instante, senti o quanto dava valor a tudo aquilo que estava ardendo em chamas. Graças a Deus não houve vítimas, mas a perda, de qualquer forma, me foi muito lamentada”, revela.

Na memória, os bons também fazem parte, como os anos em que se dedicou aos trabalhos na AEEL, entidade à qual agradece ter feito parte como Diretor, durante os anos de 85,86 e 96, e Conselheiro em 88, 2000 e 2002: “Ter feito parte da AEEL foi muito importante por vários aspectos, mas pessoalmente, ajudou-me a ser mais comunicativo e sociável, a me integrar e interagir mais com os outros empregados, lutando por nossos direitos”, lembra o dedicado colega que, até hoje, mesmo não compondo oficialmente nenhuma entidade representativa, não abandonou lutas como as que aconteceram na época do Governo Collor.

“É uma luta que me dedico até hoje. Existem funcionários que simplesmente foram demitidos injustamente, em um período que existiam forças querendo desmontar a empresa, e esse cenário precisa ser revertido”, garante o profissional que também já passou pelo cargo de Delegado Sindical.

Kleber pontua dois outros tópicos que, em sua avaliação, são fundamentais para o quadro de empregados: a concretização de um prédio único e um Plano de Saúde. “Para que todos os pleitos sejam alcançados, precisamos estar juntos nessa luta. Antigos e novos empregados, engajados em busca de um mesmo ideal e fazendo parte de nossas entidades representativas. A presença de cada empregado na AEEL é a força de toda a nossa categoria”, enfatiza Kleber, que lembrou o fato de muitas pessoas estarem se desligando da empresa: “Houve concurso e mesmo assim não estou vendo ninguém ser chamado para recompor os quadros”.
Como um engajado empregado, Kleber não esquece nenhum tema e deixa um importante recado aos companheiros, nesse momento de Eleições na Fundação Eletros: “Não podemos esquecer que a democracia está acima de tudo”, conclui.

Kleber Dias Antunes- Entrevistado da segunda quinzena de outubro/2008

 

Lentes da História


A História é um vigoroso instrumento na sociedade, auxiliando a compreensão das relações humanas e institucionais, em termos de dados, interpretação, e, sobretudo pedagogia: a história ensina, dá lições que crê-se, assimiladas, podem colaborar com o desenvolvimento e a construção.

Baseado nestas premissas, narrarei algumas passagens históricas que presenciei ao vivo ou via relatos de terceiros sobre facetas factuais. Convém lembrar que a história é como a gramática: existe o pretérito perfeito e também o pretérito imperfeito. Nem sempre ela é bela e perfeita, encantadora, a aprazível, todavia é bom serem revelados para digo mais uma vez, ajudar no processo da construção dois grandes personagens da história da Aeel, expressaram com grande assertividade estas passagens ocorridas: um disse certa feita: “A Eletrobrás tem deformações congênitas” e outro, comumente classificava as incoerências e contradições com as “impropriedades”.

Inicialmente, vamos fazer um passeio pelos departamentos. Num certo departamento, anos 90, Governo Collor, um dos chefes de divisão na elaboração da lista dos candidatos à partirem, fez e refez a lista 9 vezes, e não consegui concluí-la devido a complexidade de fazer as “escolhas” exigidas. O chefe deste mesmo departamento, indo ao presidente, então da empresa, apresentar a lista, quis fazer comentários e apreciações, todavia, o presidente disse que não tinha tempo para ouvir e queria apenas a lista pronta para executar as demissões.

Nos anos 80, outro departamento, a então Coordenação Geral da Presidência (o COGP) exigiu a apresentação de uma lista de pessoas que estariam sobrando no departamento, objetivando uma reestruturação na empresa, o chefe de departamento fez a lista e entregou. Dias seguintes, recebeu a lista de volta com um nome novo: o dele. Num outro departamento, um funcionário queria ir para outro departamento, no entanto, o chefe do departamento havia se desentendido com o diretor da área, e não se falavam devido a este impasse, o funcionário não conseguiu a transferência.

Numa outra feita, um chefe de departamento, por interfone, pediu a secretária que telefonasse para outro departamento, pois queria fazer um contato  e usou os seguintes termos: “ Fulana, veja se tem algum imbecil lá que possa me atender?”

Esta passagem já ocorreu neste século: num determinado departamento, uma das suas divisões ia haver uma mudança (gerencial): alguns nomes de pessoas capacitadas, naturalmente, eram candidatos surpreendentemente, outro nome é escolhido numa reunião. Deste escolhido com um dos naturais candidatos, ele fez a seguinte pergunta: “Me diga o que eu tenho a fazer, pois eu não sei ainda o que tenho de fazer?”

Numa penúltima galeria, apresentamos algumas passagens vividas por contínuos: registra-se que a gestão dos contínuos na Eletrobrás obedece a duas condições básicas: eles não têm geografia e cronologia delimitadas, ou seja, vão aonde for necessário, no tempo que for preciso, e quando se negavam eram transferidos automaticamente. Num determinado departamento anos 80, o chefe chegava diariamente entre 11h e 12 horas e a coisa que fazia era pedir ao contínuo que fosse para a rua com os pagamentos, depósitos e saques bancários.

Num outro departamento, ou então chefe, às vezes mandava o contínuo comprar peças náuticas, inclusive numa cidade da região serrana, detalhe: o contínuo ia com a conta certa da passagem, e nem dinheiro para lanche dava.

Numa última galeria, duas passagens ocorridas na Aeel certa feita, foi marcada uma palestra 1994, apareceu somente uma pessoa e o palestrante em respeito a esta pessoa, deu a palestra. E por último, anos 90, no auditório do BNDES, um simpósio, se a memória não falhar, pensando a Eletrobrás, foi convidado um diretor da Eletrobrás para participar, e na sua fala declarou: “Qual foi a minha surpresa? Quando cheguei na Eletrobrás reuni o corpo gerencial da minha diretoria, e pedi que eles falassem sobre temas, falaram  sobre tudo, menos sobre a Eletrobrás”

Por último, quero declarar que a exposição destas passagens não visam expor as fragilidades, deficiências e impropriedades como muitas vezes ouvi e vi pessoas falaram pelos corredores e em reuniões formais marchando para 35 anos dentro da empresa, vi também passagem de grande profissionalismo, dedicação e até sacrifício por parte de empregados de nível médio, nível superior,  chefiados e de chefes virando noites, ficando sem almoçar, saindo às 12 horas um calor de 40º graus saindo da empresa passando mal na rua , indo para hospital, chegando em casa perto das 24 horas e no dia seguinte indo viajar e numerosas outras “cenas históricas” foram vividas. Creio ser interessante que outros colegas também contem suas histórias.

Neste momento histórico em que a Eletrobrás se postula à mudança, em termos de discursos e posturas, declaro que a luta contra a cultura, os hábitos de décadas não mudarão da noite para o dia e nem se conseguirá este mutirão com almoços, aniversários, churrasco e festas somente, no entanto num movimento em que valorize o coletivo, uma única Eletrobrás e não “cada diretoria uma Eletrobrás”, lutando-se ferozmente para se combater o personalismo, o individualismo, o que em muitas ocasiões se manifestaram.

Será uma lista longa, árdua e que como a própria história nos diz: “Uma instituição ou um grupo é reflexo da sua época”, hoje, estamos na era da tecnologia do mercado de capitais, porém os mais importantes são os valores e os princípios, uma vez desprezados, poderemos ter no futuro, a volta das contradições e das impropriedades históricas vistas pelas suas lentes.


Daniel Barbosa de Souza PRJ
(Ingresso na Eletrobrás em 01 de abril de 1975 / como contratado em 02 de maio de 1974). Estudante do curso de História

Uma carreira brilhante

Aos 27 anos, Daniel Beltran já tem uma carreira de se orgulhar. Empregado da Eletrobrás desde 2003, esse jovem arquivologista não apenas organiza, mas também se intera sobre os diversos temas que, sob a forma de livros, o envolvem em seu dia a dia.

E se o assunto diz respeito ao trabalho, ele se mostra atuante. Associado da AEEL – Associação dos Empregados da Eletrobrás –, Daniel participa das assembléias e das reuniões com prazer. Acredita que todos devem saber o que pode ser melhorado, simplesmente por fazerem parte do mesmo meio.

Nos últimos meses, o arquivologista percebeu maior interesse e atuação dos empregados nas questões da empresa: “Eu tenho percebido mais participação nas assembléias. Acho que isso aconteceu devido à abertura que a nova diretoria da AEEL nos proporcionou; importante para que se estabeleça a troca de idéias. Na AEEL nós somos ouvidos”.

Daniel vê nas associações, uma maneira de ecoar a opinião do coletivo, da maioria, que antes era segmentado: “Fazer parte de uma associação não é status. É fazer parte de um grupo onde todos buscam algo de interesse comum; benéfico a todos”.

Além dos temas políticos, mas não além da empresa, Daniel faz parte dos empregados da Eletrobrás que são voluntários. O crachá do jovem, diferentemente de outros, é vermelho e tem a sigla: BVI – Brigadista Voluntário de Incêndio.

Sobre todo o trabalho desenvolvido, o arquivologista percebe que faz parte de um novo cenário em que a empresa se encontra: “Em poucos lugares a pessoa tem a oportunidade de estar presente em um momento de mudanças. Estar vivendo esse momento é bom para quem quer crescer junto com a empresa”.