Aposentado, mas a pleno vapor
Quem pensa que vida de aposentado de resume a jogar cartas na pracinha, não conhece Jorge Teixeira. A quantidade de atividades que ele exerce hoje, quase 13 anos após se aposentar pelo PDVE, causa inveja a muito profissionais ativos.
“Procuro ter uma vida saudável, unindo atividades físicas às atividades laborais, não deixando de forma alguma que a rotina se instale. A vida é feita de desafios, e aqueles que se quedarem sem ao menos tentar superar obstáculos carregarão uma frustração pelo resto da vida. Para comprovar minha tese, hoje sou Presidente do Sindicato dos Odontologistas de Niterói; Diretor da Federação Nacional dos Odontologistas; Secretário (Diretor) de Odontologia da Central Sindical dos Profissionais; Presidente da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Odontologia da UFRJ; Conselheiro do Conselho de Minerva; Curador da UFRJ; Perito Odontológico de diversas empresas e Micropecuarista” – Gaba-se.
Jorge trabalhou na Eletrobrás durante 20 anos – de março de 1977 a janeiro de 1997, onde foi um dos responsáveis pelo que considera o seu maior desafio na empresa: a implantação, na época, de um novo setor, o de odontologia, dentro da divisão de saúde. A missão envolveu desde a montagem do consultório à responsabilidade de prestar um bom serviço.
“Foi um desafio implantar toda uma filosofia de saúde bucal, que visava ao bem estar dos funcionários e enfocava, além do controle de qualidade dos serviços prestados pelos profissionais conveniados, por meio de perícias iniciais e finais, a seleção de profissionais de bom gabarito para exercerem não somente a odontologia curativa, mas,
principalmente, técnicas de prevenção das doenças da cavidade oral” – conta, lembrando do colega Dr. Juruá de Freitas Lima, com quem desenvolveu um trabalho árduo, até conquistar a confiança de todos.
“Esse tipo de serviço era novo e muitos dos usuários já se tratavam com profissionais que tinham uma outra visão, não voltada para a prevenção. Nossas técnicas foram tão apreciadas e utilizadas, que acabaram por gerar no meio odontológico da cidade um entendimento geral de que funcionários da Eletrobrás passaram a ter uma ótima saúde bucal” – recorda, falando em seguida sobre as campanhas de prevenção realizadas dentro da Eletrobrás e nas demais empresas coordenadas pela estatal.
“As palestras que fazíamos nas mais variadas regiões do país despertavam o interesse dos participantes em cuidar do sorriso. O sucesso foi tanto que chegou até ao Ministério da Infraestrutura - ao qual a Eletrobrás e demais estatais estavam subordinadas - que teve interesse em implantar as técnicas de prevenção em outras empresas a ele subordinadas” – lembra.
Com a extinção da área de odontologia, Jorge Teixeira foi deslocado para o COGE, onde afirma ter tentado realizar alguns trabalhos de acordo com as diretrizes vigentes naquele setor, embora tenha permanecido lá por pouco tempo. “Logo depois fui nomeado pela Presidência da República como Juiz do Trabalho pela Representação Classista em Grau Superior de Recurso” - orgulha-se.
Dentre as lembranças inesquecíveis de seus 20 anos de Eletrobrás, Jorge Teixeira destaca um procedimento feito num contínuo da empresa, que havia sido atingido por estilhaços de vidro durante um tiroteio numa agência bancária.
“Deve ter sido em 1987. Já era final de expediente quando chegou à divisão de saúde um contínuo da empresa que havia acabado de sair de um banco, onde tinha ocorrido um assalto. Houve um tiroteio e o rapaz foi atingido por estilhaços de vidro, principalmente no rosto. Como não havia um médico disponível, ele foi orientado a procurar um hospital, mas argumentou que o atendimento seria demorado e me pediu para ajudá-lo. Como sou cirurgião, compadeci-me do funcionário e resolvi intervir realizando os procedimentos cabíveis para, ao final, fazer as suturas necessárias. Há uns cinco anos encontrava-me conversando com um amigo no centro da cidade quando fui abordado por uma pessoa que me perguntou se eu era o Dr. Jorge da Eletrobrás. Ao responder que sim a pessoa revelou-me que era o contínuo; me agradeceu novamente e, efusivamente, mostrou-me o rosto sem cicatrizes” - relata.
Quando o assunto é o futuro da Eletrobrás, Jorge é categórico ao dizer que a empresa deve tratar com respeito e carinho, tanto os atuais funcionários, como os aposentados.
“A Eletrobrás tem que tratar seu quadro de funcionários como na época da criação da empresa, da Eletros e do Eletros Saúde, sem esquecer dos aposentados, que deram sua contribuição para estatal despontar no cenário nacional” - afirma.
Embora, atualmente, Jorge Teixeira ocupe o seu tempo livre da “melhor forma possível”, como faz questão de dizer, ele confessa sentir falta de suas atividades na empresa; não só dos colegas da divisão de saúde, como daqueles que o procuravam, buscando orientação sobre saúde oral ou até mesmo sistêmica.
“Como tenho formação em Odontologia do Trabalho, acabo por ter uma visão global das doenças, que me permitia indicar os segmentos médicos, fisioterápicos, nutricionais, fonoaudiólogos e outros, que os pacientes deveriam procurar para a cura dos seus
males” – explica Teixeira, que também foi cirurgião dentista da Marinha do Brasil.
Segundo ele, a transição de uma vida ativa para a aposentadoria deve ser difícil para aquelas pessoas que não venham a exercer uma nova atividade. Porém, sua história é um exemplo de que ninguém deve esmorecer.
“Meu caso foi diferente, pois além das minhas inúmeras atividades, minha ida para o Judiciário, no Tribunal Regional do Trabalho, foi um novo desafio, já que passei a liderar um gabinete com dez funcionários, a participar com outros Juizes do colegiado daquela Egrégia Corte, a compor as turmas de julgamentos de Dissídios Individuais e depois Dissídios Coletivos e, principalmente, passei a ter a árdua missão de não cometer injustiças ao prolatar meus votos, no sentido de prestar um bom serviço àqueles que procuram a justiça para correção de deslizes ocasionais das suas atividades laborais” - finaliza.
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O trabalho como fonte de aprendizado
Ele é o típico boa-praça que faz amizades por onde passa, e tem sido assim durante os seus quase 32 anos de Eletrobrás. Paulo Camarinho entrou na empresa em janeiro de 1978 como contínuo, função que exerceu durante sete anos e meio. Passou pela área de segurança da portaria, onde ficou até 1988, quando foi transferido para a área de segurança patrimonial, onde permanece até hoje.
“A área de segurança é muito cobrada. Supervisiono os empregados terceirizados e lido com pessoas armadas. Há sempre uma preocupação em manter um bom desempenho na minha função e, principalmente, a harmonia entre a equipe. É uma tarefa difícil, mas apesar do estresse, tenho aprendido muito” – diz.
Camarinho, que gosta de passear e curtir a família nas horas de folga, conta que quando entrou na Eletrobrás não conhecia bem a empresa.
“Depois que tive a real noção de que estava entrando numa grande estatal fiquei muito orgulhoso. Percebi que a empresa era uma grande potência e isso mexeu com meu ego, me motivou” – conta.
Outro grande motivo de orgulho para Paulo Camarinho é o fato de, como segurança patrimonial, ter contato com empregados de todas as áreas.
“Lido com pessoas de todas as formações e de grande conhecimento técnico. Isso pra mim é uma fonte muito grande de aprendizado” – orgulha-se.
Quando perguntado sobre fatos ocorridos na empresa que não lhe saem da lembrança, Camarinho destaca um acontecimento negativo: a reforma administrativa no governo Collor, e um positivo: as amizades que conquistou ao longo de todos esses anos.
“Muitos colegas foram dispensados por causa da reforma administrativa no governo Collor e hoje, apesar de terem a esperança de voltar, vivem uma situação financeira difícil. Foi um período tenso em que vivíamos a expectativa de demissão a qualquer momento” – recorda, sem esquecer de falar dos bons momentos que viveu na empresa. “Desde que comecei na Eletrobrás, como contínuo, tenho feito amizades com pessoas muito inteligentes, de grande conhecimento e muito importantes para o dia a dia da empresa. É uma pena que a maioria já tenha se aposentado” - lamenta.
Ao longo do tempo, Camarinho diz que percebeu o quanto a Eletrobrás é importante no contexto nacional e, otimista, afirma que a tendência é evoluir. Segundo ele, a meta da estatal é expandir internacionalmente.
“Vejo um futuro promissor. Vamos crescer ainda mais” – garante.
Praticamente decidido a se aposentar – mas a manter-se ativo, como faz questão de ressaltar -, Camarinho se inscreveu no PDVE e tem data de desligamento marcada para dezembro de 2009. Porém, assegura que há um fator que pode fazê-lo voltar atrás: o plano de saúde.
“Queria muito aproveitar a oportunidade do PDVE, mas gostaria que a empresa analisasse com bastante carinho essa questão do plano de saúde, tanto para quem já está aposentado, como para quem ainda vai se aposentar. Infelizmente as condições para quem se aposenta hoje não são boas. Acho que o plano de saúde poderia ser uma espécie de recompensa para os empregados, pelos anos de dedicação” - sugere.
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Otimista, aguardando pelas transformações
Uma pessoa otimista e feliz, que gosta de curtir a família e os amigos. Assim podemos descrever Marília Bastos de Menezes, que trabalha na Eletrobrás há exatamente 20 anos, sempre mantendo um sorriso no rosto e preocupada em consolidar seus laços de amizade. Sua trajetória na empresa começou na Diretoria de Planejamento e Engenharia, passou pelo Departamento de Meio Ambiente e, há 11 anos, foi transferida para a Diretoria Financeira, onde permanece até hoje.
“Quando vim para a Diretoria Financeira, fui trabalhar na área de captação de Recursos, onde estou até hoje. Há três anos, com a estruturação da Diretoria Financeira, minha divisão saiu do Departamento de Captação e Relações com Investidores e passou a fazer parte do Departamento de Desenvolvimento de Negócios. Na ocasião senti-me muito triste por sair de um departamento onde estava muito entrosada e onde tinha feito boas e grandes amizades. Inclusive, somo todos amigos até hoje” - recorda, acrescentando que o DFN é um departamento calmo e tranqüilo, mas não há uma interação entre os membros da equipe, como havia no DFR.
“Porém, como tudo na vida, acostumamos. Mas se fôssemos muito unidos e bastante companheiros seria muito melhor!” - ressalta.
Marília conta que quando faz captação no mercado internacional, geralmente uma vez por ano, o trabalho da equipe é muito puxado, porém, bastante interessante e movimentado.
“É uma agitação devido aos prazos curtos e às viagens corridas, mas o resultado é muito bom! Quando terminamos o processo, a sensação é de alívio pelo dever cumprido! E melhor ainda quando conseguimos uma taxa mais favorável de mercado e melhores condições para a Eletrobrás. Aí então a satisfação é total!” – diz.
Quando entrou na Eletrobrás, Marília lembra que a sensação foi de ‘estar voltando para casa’, já que havia começado sua vida profissional como estagiária de economia no Ipea, no Setor de Energia, no Departamento de Energia Elétrica.
“Estava no segundo ano de Economia na UFRJ e um colega que estava saindo para trabalhar em Furnas perguntou se eu não gostaria de estagiar no Ipea. Achei que seria muito interessante e fui fazer a entrevista e os testes de admissão. Passei e fui contratada para trabalhar com Pietro Erber, chefe do Setor de Energia Elétrica, e tive como superintendente o Dr. Mario Lannes, que foi o primeiro Presidente da Eletrosul. O Pietro, mais tarde, viria para a Eletrobrás, que naquela ocasião tinha apenas quatro anos de existência. Pelo Ipea participei várias vezes de reuniões na Eletrobrás e já me sentia fazendo parte do quadro de funcionários. Depois a vida continuou e trabalhei em muitos outros lugares, quase sempre ligada ao setor de energia elétrica. Imaginem a minha alegria quando fui convidada para vir de fato trabalhar aqui, em 1989, pelo meu então ex-chefe Pietro Erber! Foi tudo de muito bom!” – lembra.
Dentre tudo o que viveu na empresa, Marília considera o acompanhamento das obras de Itaipu um dos momentos inesquecíveis. “Ainda não trabalhava na Eletrobrás, mas visitei a obra em vários estágios. O seu gigantismo me impressionou tanto que até hoje fico maravilhada com essa obra da engenharia nacional” – diz.
Outro fato curioso que Marília recorda é que durante todo seu período na estatal, só havia três ‘Marílias’ trabalhando na Eletrobrás: ela, que é economista, uma administradora e uma médica. A administradora se aposentou há algum tempo, ficando apenas ela e a médica.
“O engraçado é que recebo telefonemas e e-mails de colegas contando de suas doenças e aborrecimentos, pensando que sou a médica. Alguns não esperam nem eu falar que não sou a médica e já vão contando o que lhes está incomodando. Quando dão uma folguinha na falação digo que sou outra Marília. A pessoa do outro lado fica ‘verde’ de tão sem graça. Quanto aos e-mails, eu encaminho para a médica e para quem me escreveu, dizendo que sou a economista. Como as pessoas são distraídas, não?” – diverte-se.
Filha e sobrinha de bibliotecárias, ela não poderia ser diferente. Além de viajar e ir ao Cinema, Marília é uma apaixonada pelos livros e não dispensa uma boa leitura nas horas vagas. Otimista, ela acredita que a Eletrobrás voltará a ocupar o seu espaço no cenário nacional.
“Acredito que a Eletrobrás poderá recuperar a importância que já teve no passado e voltar a ser uma grande empresa. Ela foi esfacelada quando, há alguns anos, houve uma reestruturação no setor elétrico. Perdeu grandes funções que desempenhava muitíssimo bem, como o planejamento setorial. O famoso Plano Decenal passou a ser desempenhado por uma nova empresa pública, a EPE; houve também a perda da operação do sistema, que passou a ser exercido pela ONS e, para completar, a empresa passou a fazer parte do plano nacional de desestatização... enfim, isso hoje é passado... mas nossa querida Eletrobrás acabou se transformando em uma empresa de pessoas descrentes, inseguras e amarguradas. Não sabíamos o que seria dela. Hoje há um plano de transformações e uma perspectiva de fazer com que a estatal volte a ocupar o seu lugar de destaque no cenário nacional. Espero ainda estar aqui para vivenciar isso!” - torce.
Aposentadoria não está nos seus planos, pelo menos por enquanto. Criada pelo pai para nunca depender de ninguém para sustentá-la, Marília afirma que não gostaria de ficar em casa sozinha, enquanto toda a família trabalha.
“Me inscrevi no PDVE, mas reconsiderei a decisão e resolvi ficar. Meu marido trabalha! Dois dos meus quatro filhos casaram e dois ainda moram comigo, todos formados e trabalhando. Gosto de trabalhar e ainda tenho muito que contribuir para a empresa. Quero ver a Eletrobrás forte e voltando a crescer. Por que não reconsiderar e ficar? Quero ver o novo plano de cargos e salários implantado de fato, para proporcionar bons salários para todos e permitir que esses jovens que estão entrando agora na Eletrobrás permaneçam aqui e não a troquem por nenhuma outra empresa. Quero ver os ‘seniores’, como eu, felizes e com bons salários, sentindo-se como partícipes ativos e funcionários necessários para a empresa. Quero ver condições melhores de aposentadoria para todos nós, contribuintes há tantos anos para a nossa Fundação Eletros. Quero ver implantada a isonomia dos aposentados com o pessoal da ativa, eliminando o fosso existente quanto aos benefícios de saúde vigentes, permitindo àqueles uma velhice tranqüila e saudável, para que não precisem depender de filhos ou parentes. Enfim, há muito para contribuir para a empresa e vê-la melhorar. Como disse, otimista que sou, penso que todos os problemas serão solucionados. É uma questão de vontade política e vejo que a atual diretoria tem as condições de fazê-lo. Tenho certeza que o momento é agora. O momento é hoje! Aguardemos pelas transformações! – encerra.
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Responsabilidades, alegrias e compensações
Elzira Aguiar do Nascimento trabalha na Eletrobrás há 30 anos, onde convive com “colegas muito queridos e gerentes de grande valor”, como fez questão de ressaltar. Para ela, todo esse tempo é considerado como um período de muito trabalho e responsabilidades, alegrias e compensações.
Hoje Elzira atua no Departamento de Desenvolvimento de Eficiência Energética – DTD, na Divisão de Eficiência Energética em Equipamentos, onde desempenha tarefas com uma equipe que considera maravilhosa.
“Tenho aprendido continuamente com essa equipe, formada na sua maioria de jovens talentos, cheios de vida, conhecimento e expectativas por uma empresa cada vez melhor. Meu dia a dia é de atividades de grande importância, já que trabalho na concessão do Selo Procel em Eficiência Energética para equipamentos, uma contribuição para toda a sociedade brasileira” – contou.
Em 1979, quando entrou na estatal, Elzira tinha o desejo era fazer parte de uma empresa de expressão nacional para o país e a sociedade; “e a Eletrobrás representava tudo isso, em franco crescimento na época” - recordou.
De acordo com Elzira, depois desse momento veio um período extremamente sombrio, em que as privatizações começaram a assolar o patrimônio do País, e a Eletrobrás foi severamente afetada por aquelas medidas. “Creio que esse tempo foi o mais difícil para mim e para muitos colegas. Hoje, vendo a recuperação e o crescimento da Eletrobrás, respiramos novos ares e uma sensação maravilhosa de renovo, o que nos motiva ao trabalho e à contribuição” - disse.
Elzira terminou recentemente a graduação em História e, no momento, está se especializando para trabalhar com educação de jovens e adultos, pessoas que não tiveram oportunidade de terminar o ensino fundamental e médio no devido tempo, por circunstâncias diversas. “Será uma atividade extra, paralela ao meu trabalho na Eletrobrás” - afirma.
Quanto ao PDVE, Elzira confessa que se sentiu atraída a aderir, mas, considerando questões pessoais e os novos caminhos e perspectivas que a empresa vem apresentando, desistiu e decidiu permanecer por mais tempo na Eletrobrás.
“Isso me dá maior ânimo e prazer em continuar a contribuir para esta grande empresa que, junto com os amigos que aqui cultivei, sempre ocupou um papel importantíssimo na minha trajetória de vida. Orgulho-me de fazer parte da grande equipe de colaboradores que construíram e mantêm a história da Eletrobrás e de todo Setor Elétrico Brasileiro. Considero-me abençoada por Deus e sou muito grata por todo o retorno que obtive com minha dedicação e compromisso nesses trinta anos de trabalho” – concluiu. |
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Valorizando a amizade e o companheirismo
Criar fortes laços de amizade parece ser a especialidade de Ana Christina Pinto Correia que, com 34 anos de Eletrobrás, tem muitas boas lembranças e histórias pra contar. Ana Christina entrou na empresa e abril de 1975, na Divisão de Saúde, onde diz ter formado uma verdadeira família. “Ainda tenho lá muitos ‘parentes queridos’. Esse foi, com certeza, o período mais prazeroso de toda a minha vida profissional” – conta.
No início de 1993, Chris, como gosta de ser chamada, foi transferida para a Contabilidade, onde diz ter sido muito bem recebida e onde teve a oportunidade de construir uma outra ‘família’. “Nove anos depois, devido a mudanças na empresa, fui para o Departamento de Relação com Investidores e, como sempre, criei novos laços de amizade com pessoas muito legais” – recorda, ressaltando que, alguns anos depois, devido à outra reestruturação, a divisão em que trabalhava foi para o DFN, onde permanece até hoje.
O DFN, aliás, é um local tranquilo para trabalhar, segundo Ana Christina, que sente falta apenas de uma maior integração entre as pessoas.
“Sei que não se vive de passado, mas é impossível deixá-lo de lado e não sentir falta da camaradagem e amizade que havia entre as pessoas com que sempre trabalhei. Trabalhava-se duro, mas com mais harmonia entre os colegas. Hoje, parece que é cada um por si. Lamento isso, porque não se ganha nada agindo de forma individualista. O lado humano é muito importante e faz com que o trabalho flua melhor” – ensina.
Dedicada integralmente à família, à leitura, aos seus cães e ao trabalho, Christina conta que quando entrou na Eletrobrás, a estatal tinha apenas 12 ou 13 anos de existência e diziam que estava ‘ficando mocinha’. “Hoje, falamos que é uma senhora madura e experiente” – brinca, acrescentando que, para ela, o sentimento de começar a fazer parte de uma grande empresa foi muito bom, e o fato continua sendo motivo de muito orgulho.
Quando o assunto são as recordações de 34 anos de estatal, ela ri e começa a contar fatos pitorescos, como quando uma colega do DGHS orientava, por gestos, um empregado muito tímido e calado, pensando que ele era deficiente auditivo, e ficou surpresa quando ele falou e agradeceu.
“Houve uma vez, em que eu e amigos da Contabilidade passamos uma noite inteira trabalhando, estressados, unidos num mesmo esforço, preparando o primeiro balanço feito no computador. Imagina, fazer um balanço em Carta Certa! Tomamos uma surra! Dividimos biscoito, café e tudo mais que fosse mastigável. Dividimos até o sanduíche do segurança! Não tinha ar condicionado, tivemos que abrir a janela por causa do calor e fomos atacados por mosquitos! Foi um episódio muito gratificante. Aliás, a melhor de todas as experiências. Foi um momento de muita união e amizade. Foi lindo!” – lembra, citando outras histórias, como quando passou uma noite de temporal na empresa, porque a cidade estava alagada e as pessoas tomavam choque nas calçadas; ou quando recebeu as medalhas por ter completado 10, 20 e 30 anos de Eletrobrás... “Enfim, são tantas passagens inesquecíveis que não caberiam aqui” – salienta.
Inscrita no PDVE, com data de desligamento prevista para dezembro de 2009, Ana Christina esbanja sinceridade quando conta porque reconsiderou a decisão.
“É simples. Já vi muita gente sair empolgada e se arrepender quando vê o contracheque. É o pior PDV concedido! O Eletros Saúde é uma vergonha! Depois da aposentadoria o valor do desconto sobe de R$ 100,00 para mais ou menos R$ 900,00 e os valores de reembolso caem. É engraçado isso! Paga-se mais e o retorno diminui. Quando se é mais jovem, tem-se uma família inteira dependente do plano; porém, quando se é mais velho, os filhos deixam esta dependência. Na minha opinião o valor do desconto deveria ser o mesmo; seria uma compensação. Vale lembrar também, que quem se aposenta pelo PDVE, perde o tíquete alimentação, o seguro de vida aumenta muito, perde também a PL, férias, etc.... enfim, o incentivo que a pessoa recebe dilui em três anos. Ainda tenho duas filhas estudando e prefiro aguardar. Quem sabe sairei feliz, vendo a minha Eletrobrás orgulhosa de si mesma?” – diz.
Sincera também quando questionada sobre suas expectativas quanto ao futuro da Eletrobrás, ela afirma que gostaria de que os empregados tivessem mais orgulho de trabalhar na empresa, do que ela consegue notar.
“Isso só se dará quando a Eletrobrás perceber que só poderá resgatar esse sentimento investindo nas pessoas. Torço para que saia o tão esperado PCR, e que isso não seja mais uma barganha, e sim uma realidade. A Eletrobrás é a única que ainda resiste a isso. Por quê? Será que os gerentes responsáveis ainda não perceberam que é exatamente por isso que os novos talentos vão embora? Os jovens são inteligentes e percebem o descaso com que os empregados antigos são tratados. E aí, adeus! Vão procurar algum lugar em que sejam valorizados – e não esquecidos - quando estiverem com mais tempo de empresa” – lamenta.
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Gratidão e coragem para continuar
Espírito jovem e bom humor talvez sejam as características mais marcantes de Regina Maria Armada que, prestes a completar 31 anos de Eletrobrás, nem pensa em se aposentar. Ela, que quando não está na empresa curte ir à praia, ao cinema e à academia, também gosta de ler, namorar e enfrentar novos desafios.
“Hoje estou dedicando um tempo especial à culinária. Resolvi aprender a cozinhar!” – revela.
Regina, que é formada em letras e pós-graduada em tradução, entrou na Eletrobrás em 18 de setembro de 1978, como secretária de departamento. Muito jovem na época, não tinha dimensão da importância da estatal.
“O que me dava orgulho era fazer parte de uma empresa pública em uma área fundamental da vida das pessoas, a energia. Isso, sim, me dava uma sensação boa, eu me sentia como uma peça de um grande maquinário” – diz.
De secretária de departamento, Regina Armada foi, como técnica, para a Assessoria da Qualidade, fazer parte da equipe do Programa de Qualidade Total implantado na empresa. Foi transferida posteriormente para o Departamento de Desenvolvimento Empresarial, na área de treinamento, onde continuou como técnica e, em seguida, para o Departamento de Recursos Humanos, também na área de treinamento. Por conta do seu inglês fluente foi depois para a área internacional, onde passou a receber as comitivas internacionais. Saiu da área internacional para voltar a ser secretária, mas dessa vez na presidência.
“Entrei nessa área como secretária dos assistentes e, depois, passei a ser uma das três secretárias do Presidente” – lembra.
Atuando há dois anos no Departamento de Administração do Capital Social – DFS, Divisão de Gestão da Relação com Investidor – DFSI, Regina é responsável pelos contratos da Divisão, pela atualização do site em três idiomas e por diversas traduções – relatórios, comunicados ao mercado, etc - que são feitas em seu setor.
Em toda sua trajetória na Eletrobrás, não faltam boas recordações. Porém, um momento não lhe sai da lembrança. Foi quando estava no Departamento de Desenvolvimento Empresarial, dando treinamento da língua inglesa para os porteiros, seguranças e telefonistas.
“Foi um trabalho gratificante pela excelente resposta dos ‘alunos’, tanto na questão do aprendizado da língua quanto na satisfação que eu percebia que eles estavam experimentando, por estarem vencendo esse desafio. Foi realmente muito bom. Até hoje, quando os encontro, sou chamada de teacher” – recorda, deixando transparecer uma ponta de orgulho.
Quando o assunto é a sua aposentadoria, Regina conta que chegou a se inscrever no PDVE para se desligar da empresa no final de 2009, mas reconsiderou a decisão por um simples motivo: o prazer que sente em desenvolver o seu trabalho.
“Resolvi permanecer porque estou muito satisfeita aqui. Essa satisfação se refere tanto às pessoas – que reconhecem e valorizam o meu trabalho - quanto ao tipo de trabalho que venho desenvolvendo. Cada dia é uma coisa nova a aprender tanto em relação à língua inglesa, no que diz respeito às traduções, quanto às outras atividades. Ainda me sinto com muita disposição para aprender e contribuir para o crescimento da Eletrobrás. Com os novos rumos que a empresa toma, me sinto encorajada a continuar” – conta, salientando que, em toda sua vida, nunca trabalhou em outra empresa. “Me desenvolvi profissionalmente, descobri e lapidei as minhas competências ao longo desses trinta anos. Sem a Eletrobrás, a minha vida fatalmente teria tido um outro entorno. Sou muito grata pelo que aprendi aqui e continuo aprendendo”.
Quanto ao futuro da Eletrobrás, ela esbanja otimismo e acredita que tendência atual da empresa é alçar voos cada vez mais altos, inclusive internacionais. “Conseguimos resgatar funções e papéis que havíamos perdido ao longo dos anos. Percebo, claramente, que voltamos a ser a ‘holding’, com um papel fundamental e estratégico dentro do cenário nacional e isso é muito bom”, finaliza.
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Uma despedida em grande estilo
O semblante tranquilo de Sérgio dos Santos contrasta com a vida movimentada que leva. Empregado da Eletrobrás há 30 anos, Sérgio, quando não está na empresa, encontra tempo para dar aulas de ikebana, dedicar-se à música, frequentar a Igreja Messiânica e curtir a família, é claro.
Casado, pai de três filhos e avô de quatro netos, Sérgio, que hoje é secretário de divisão do Procel, está deixando a estatal no dia 10 de julho de 2009, sexta-feira, pelo PDVE; mas não sem antes marcar uma despedida bem ao seu estilo: com muita alegria!
“Não poderia deixar de convidar meus amigos de tantos anos para minha despedida, na segunda-feira, dia 13 de julho, no calçadão do Beco da Sardinha, na Rua Miguel Couto, em frente à igreja santa Rita, das 16 às 22 horas. Vamos improvisar uma música ao vivo e quero todos muito felizes. É um dia de festa” - disse, acrescentando seus telefones e seu e-mail. “Quem quiser pode entrar em contato comigo pelos telefones 9786-4896, 8728-5400 e 3765-9262; ou via e-mail pelo sergiosanguetsu@gmail.com” - completou.
Tanta satisfação não é à toa. Sérgio teve uma trajetória de sucesso na Eletrobrás e não faltarão boas lembranças dessa história que teve início em 1976, quando, ainda jovem, começou a prestar serviços como técnico auxiliar, fazendo a manutenção de aparelhos de ar condicionado.
“Fiquei dois anos nessa condição, até ser admitido como recepcionista, no quadro de empregados da Eletrobrás” - contou Sérgio, que também fez parte do coral da empresa durante cerca de 10 anos.
Em 1985 voltou a fazer manutenção de aparelhos de ar condicionado, dessa vez como empregado. Em 1992 tornou-se bombeiro hidráulico e em 1999 foi promovido à telefonista. “Disseram que eu tinha o perfil, que eu era um rapaz equilibrado, falava bem o português e tinha uma boa voz” – lembra, orgulhoso.
A grande guinada, porém, veio em 2004, quando aconteceu o que considera o momento mais marcante de sua carreira, o “grande presente de sua vida”: um convite para integrar a área de executivos, como secretário de divisão do Procel, cargo que exerceu até o dia 10 de julho.
“Tive um pouco de receio porque estava acostumado com alicates e chaves de grifa. Na época, o computador pra mim era um monstro; mas superei a insegurança e mostrei do que era capaz”, revelou.
Virando agora mais uma página em sua vida, Sérgio tem planos de aproveitar sua aposentadoria para voltar a estudar - investir num nível superior ou mesmo num curso de paisagismo – continuar a ministrar suas aulas de ikebana, enfim, continuar a crescer, “assim como a Eletrobrás”.
“A tendência natural das coisas é crescer, evoluir. Assim pretendo seguir minha vida e acredito que a Eletrobrás também seguirá esse rumo. A empresa está no caminho certo e o futuro será ainda melhor” – concluiu.
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Reflexões - ontem, hoje e sempre
Regina Celi da Rocha Santos trabalha na Eletrobrás desde 1979, mas sua motivação para ajudar a estatal a crescer é a mesma de 30 anos atrás. Tanto que reconsiderou a decisão de, em dezembro desse ano, se desligar da empresa pelo PDVE.
“Num primeiro momento, essa decisão foi tomada levando em consideração a incerteza do rumo que a empresa tomaria. Com a chegada da nova gestão e com o novo direcionamento de que seria uma nova fase, minhas perspectivas foram alteradas, fazendo com que me sentisse motivada a continuar por mais tempo e contribuir com minha experiência” – disse.
Atuando hoje como assistente do Diretor de Tecnologia da estatal, Regina Celi afirma que o orgulho de trabalhar na maior holding do setor elétrico do Brasil é um sentimento que sempre a acompanhou, desde que ingressou na empresa.
“Sempre me senti orgulhosa em contribuir com muita dedicação e responsabilidade na execução dos meus trabalhos. Em 1979 a Eletrobrás estava em plena expansão, com perspectivas futuras maravilhosas, pois era responsável pela Política Energética Nacional, tendo como atribuições o planejamento, a operação e o financiamento de todo o setor elétrico nacional” – contou Regina.
Dentre as muitas lembranças que tem desses 30 anos de serviços prestados para a Eletrobrás, Regina conta que a mais significativa foi quando houve a mudança da legislação do setor elétrico do Brasil, que dividiu as atribuições desenvolvidas inicialmente pela empresa, entre diversos órgãos governamentais e privados. A medida causou, naturalmente, o enfraquecimento da Eletrobrás como agente propulsor.
“Perdemos, por um bom tempo, o rumo. A empresa passou por momentos difíceis e perdeu sua força estratégica. Mas isso já é passado! Hoje a Eletrobrás está forte, assim como todo o Sistema Eletrobrás” – orgulha-se.
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REFLEXÕES DOS EMPREGADOS INSCRITOS NO PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DA ELETROBRÁS – PDVE
Em agradecimento e reconhecimento por todo trabalho, dedicação e empenho que tiveram durante anos na Eletrobrás, a partir de hoje publicaremos cartas dos empregados inscritos no PDVE, que assim desejarem, com a reflexão de cada um sobre esse momento.
Lembramos mais uma vez que temos a necessidade urgente de solução para a questão de um Plano de Saúde com condições igualitárias entre empregados e aposentados da Eletrobrás, bem como é primordial que tenhamos um aumento do quadro permanente de empregados através da realização constante de concursos públicos, pois teremos uma saída grande de empregados, inclusive de um quantitativo já insuficiente, conforme se constata no trabalho diário da empresa.
DANIEL BARBOSA DE SOUZA

Mensagem para a Eletrobrás (DESPEDIDA)
02 - maio – 1974 a 15 - junho - 2009
AOS QUERIDOS COLEGAS DA ELETROBRÁS
(PRETÉRITOS - PROJETOS E REFLEXÕES- CAPÍTULO FINAL)
Chegou a GRANDE HORA, momento esperado por muitos, todavia temido por muitos também. Fica para trás a PL, a gratificação de férias, o ticket-refeição e o PLANO DE SAÚDE (declaro que creio firmemente que a grande comissão formada sobre este tema, encontrará uma solução justa), ou seja, há PERDAS, além do fato de se organizar, programar e pensar numa vida sem a Eletrobrás.
São contextos de grande complexidade, sendo uma mudança radical de vida. Eu pesei numa grande balança e decidi partir, como disse uma querida e ilustre colega que também partirá este ano - "quero ir embora, agora, para deixar coisas boas".
Creio e isto cada um deve refletir profundamente, tudo na vida tem o seu tempo, e muitas vezes se insistir numa direção, apenas por DINHEIRO, tem um custo existencial e profissional elevado. Mas esta decisão é pessoal, cada cabeça é uma sentença, cada um tem sua estória. Meu relógio despertou indicando a hora sábia de partir e aproveitar a vida. Tem muita coisa lá fora e não existe somente a Eletrobrás na vida. Como gosto muito de história, apresento uma breve resenha da minha caminhada pela Eletrobrás nestes 35 anos passados.
Fui contratado em 01/04/1975 e iniciei meu trabalho no antigo DOTE (na época a biblioteca da empresa). De lá fui para o antigo CPD (hoje DAI) durante 2 anos e 8 meses; depois fui para o antigo DEGE, extinto, ficando 2 anos e 8 meses; a seguir fui para a área do CEDIP (isto em 1980) atuando como coordenador; passos seguintes, passei 1 ano na EXPEDIÇÃO CENTRAL, 3 anos na portaria e 7 anos na CENTRAL DE ATENDIMENTO do antigo DEAG; daí fui para a área da SEGURANÇA trabalhando na secretaria; recebi o convite para ir para o PRJ que foi meu último DEPARTAMENTO, nele fiquei quase 10 anos (de 01/09/99 a fevereiro/2002, voltando em outubro/2003), onde vivi momentos épicos e mitológicos.
Registro alguns nomes, dentre muitos, com os quais muito me identifiquei, declarando que se não mencionar todos, não o faço por problema de espaço. Fredman Pernambuco, Silvano José da Silva, Renato Feliciano Dias, Roberta Padilha Daniel, Rodrigo Maia, Márcia Ribeiro, Olivar Oliveira Caldas, Lélia Passos Antunes, Edison Pereira Lopes, Júlio Verbicário, Alberto Trinkenreich, Paulo Maurício dos Santos Ribeiro, Jorge Luis Mendes, Daniela Fernandes, Álvaro Galvão, Luis Fernando Machado Martins, Claudio Velasco, Djair Martins Nogueira, Eduardo Luis de Almeida, Antônio Sias, Marcelo Thompson, Edson Leite, Claudia Casiuch, Sergio Bondarovsky, Sergio Barbosa, Jorge Vieira Siqueira, Luiz Octavio Vieira, Vagner Alves da Silva, Emilson Rocha, Eliomar da Silva Ferreira, Emilson Vieira da Silva, Benhur de Azevedo Sá, Wilson dos Santos, Maristela Geraldi, Carmen Gonzalez, Marília Salim, Carlos Fernando Souza, Edmundo José dos Santos, Adilson de Souza, Kleber Ribeiro dos Santos, Patricia Nina, Alberto Rabanake, Paulo Amaro Crespo, Ernani Amarante, Suely Macedo, João Carlos Ferraz, Laurides de Souza, Alcimar Figueiredo, Emanuel Mendes Torres, Hedio Conrado, Fernando Freire, Andre Luis Soares, José Ademar Arrais Rosal Filho, Diva de Almeida Campos, Maria Martha de Oliveira, Maria de Lourdes Leite de Souza, Carlos Nascimento Filho, Maria Cristina Braga de Bastos, Jairo Faria, Helena Lopez Brasil, Sergio da Costa, Wagner Barrozo, Cesar Conceição, Vera Maria Formiga, Carlos Alexandre Caldeira, Walterly Pimentel Bandeira, Ricardo Guariglio de Queiroz, Jonas Ferreira, Diglée de Freitas Barbosa, Aloísio Vasconcelos Novais e Dileyne Barbosa de Souza, dentre muitas outras pessoas que conheci, convivi, passei momentos de tranqüilidade, e, muitas vezes, vivenciei passagens emocionantes, inquietantes, das quais nunca me esquecerei.
Vou me dedicar aos campos da HISTÓRIA, TEOLOGIA, MÚSICA e BIBLIOTECONOMIA: continuarei filiado à AEEL (guardo saudades dos momentos marcantes da COMISSÃO DE CARGOS E SALÁRIOS, formada em 1987, além da minha participação na COMISSÃO ELETROS).
Por último deixo algumas reflexões carinhosas e construtivas.
1 - espero que a Eletrobrás tenha sua SEDE PRÓPRIA;
2 - torço para que seja criado o CENTRO CULTURAL DA ELETROBRÁS;
3 - aguardo a recriação do CORAL DA ELETROBRÁS (no passado formou-se um coral que durante um longo tempo existiu, mas a partir dos anos 90, morreu, como muitas coisas boas que foram deletadas em nome de uma MODERNIDADE mesquinha, perversa, desumana, materialista e pobre de espírito e o resultado é esta sociedade absurda que nos rodeia);
4 - a IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE CARREIRA - Para tanto, ressalto, é necessário mudar mentalidades, métodos, estratégias e o tratamento com as pessoas, não basta tecnologia, investimentos, luxo e aparências: tudo isto é necessário, todavia, o foco nas pessoas e nos relacionamentos saudáveis é primordial. Na minha avaliação a Eletrobrás está longe deste patamar; o processo é gradativo, é a luta contra décadas e hábitos e esta caminhada vai depender, e muito, das esferas superiores e das circunstâncias históricas do país, notadamente, o período de 2010 à 2014; e do desenrolar da crise internacional;
5 - um apelo pessoal. Ao longo dos 35 anos, a presença da união, vista por mim, raras vezes existiu e este espírito deve prevalecer, UNIDADE NA DIVERSIDADE, somos diferentes, em termos de credos, raças, intelecto, ideologia política e condições sociais e hierárquicas. Na Eletrobrás a hierarquia tem um peso (astronômico), todavia, digo e afirmo, estes fatores não podem ser ignorados, contudo não podem se constituir em barreiras, entraves e embargos. Unidade, dirão muitos, é utopia, notadamente numa sociedade individualista em que vivemos. Se em famílias e igrejas, muitas vezes, inexiste unidade, que dirá numa empresa grande, heterogênea e complexa. Todavia a busca por uma convivência sem rancores, mágoas e disputas deve ser buscada em tempo e fora do tempo.
6 - torço para que o espírito de luta coletivo não diminua e ninguém se iluda com discursos, promessas e aparências.
DANIEL BARBOSA DE SOUZA
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Fé em Deus e no próprio esforço
Jorge Vieira Siqueira é um homem religioso. Tem fé em Deus, em Nossa Senhora de Fátima, em São Jorge, sobre seu computador estão cinco fitinhas do Senhor do Bonfim, padroeiro dos baianos - mas Jorge é carioca -, e coladas na divisória da baia onde trabalha estão várias orações. E também o símbolo do América Futebol Clube, o time para o qual torce: “Não conhece mais nenhum torcedor do América? O Romário é América!”, brinca, referindo-se ao polêmico ex-craque de futebol. E é a Deus e a Nossa Senhora de Fátima que ele atribui seu retorno a Eletrobrás, de onde ficou afastado por quase dez anos.
A história de Jorge na estatal começou em 1976. Ele iniciou como contínuo. Passou pelo setor de expedição e pelo departamento de planejamento financeiro nesta função. Como estagiário de administração, trabalhou no gabinete da diretoria. Entre 1990 e 1991, foi para o departamento de informática para estagiar como operador de computador, quando veio a inesperada demissão.
“Foi a época mais difícil da minha vida. Estava formado em Administração de Empresas e tinha muitos planos para crescer profissionalmente, além de fazer faculdade de Direito. Aconteceu durante o governo Collor , eu e mais de mil funcionários fomos demitidos da Eletrobrás na época por conta de uma decisão arbitrária. Fiquei durante quase 10 anos lutando pela anistia dessa injustiça, e em 2000 obtive essa vitória, onde fui agraciado com meu emprego de volta e minha dignidade restabelecida”, diz Jorge.
Durante o tempo fora da Eletrobrás, Jorge participou de cerca de dez caravanas à capital federal, Brasília. “O que marcou logo na primeira viagem foi a perda de dois companheiros num acidente de ônibus. Reivindicávamos o direito de voltar a trabalhar em nossas empresas”, esclarece. Nesse período, ele teve de se desdobrar para sustentar sua família: a esposa Ana Cláudia, e os três filhos: Jorge, Taís e Isabel. Atuou como eletricista, bombeiro hidráulico, e até sorveteiro.
“Nunca perdi a fé de que ia ter meu emprego de volta. Foi uma bênção de Deus ter conseguido. Mais de 200 trabalhadores daquela época obtiveram a anistia, pela Lei 8878/94. Hoje, somente 150 esperam pelo julgamento de seus casos. Como não poderia abandonar essa luta, para fortalecer e ajudar esses companheiros participo como um dos coordenadores da Comissão dos Anistiados do Governo Collor e da Unergia”, acrescenta Jorge.
As calorosas boas-vindas, no ano 2000, vieram, segundo conta, principalmente dos empregados Luiz Carlos Magalhães e Magno Vapor, entre outros os quais Jorge tem orgulho de chamar de amigos. “O modo como me acolheram de volta mostrou como ainda havia pessoas em quem podia contar e confiar, e que foram verdadeiras amigas”, destaca. Desde o retorno, ele ocupa o cargo de assistente administrativo no DAA/AAG - Setor de Hotéis. “Junto com o amigo Pessanha”, brinca.
Os anos na Eletrobrás – até os fora da empresa – aumentaram seu orgulho de fazer parte da mais importante fornecedora de energia elétrica da América do Sul.
“Vivemos um momento de estabilidade e segurança no trabalho. Ser empregado da Eletrobrás é ter a luz para vislumbrar um futuro promissor para essa juventude que sai das escolas e faculdades por esse Brasil afora. Minhas expectativas são positivas: a empresa está se tornando cada vez mais forte e única, uma potência”, garante.
Jorge também aposta na força e união de associações e de sindicatos para representar a categoria, defendendo seus direitos e reivindicações. “Por isso, sou colaborador atuante da Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL), e atuo como representante sindical dos empregados da estatal junto ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia). Minha experiência nesses quase 10 anos lutando por um objetivo profissional, e enfim obter o êxito, mostra como é fundamental a participação de nós, empregados, nessas instituições, para que empresa e trabalhadores, juntos, consigam o que buscamos, ou seja, o mesmo ideal de crescimento” finaliza.
Jorge Vieira Siqueira |
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Nas ondas da web
O empregado Antonio Carlos Paim é o responsável pela programação da rádio corporativa da Eletrobrás. O conteúdo está disponível apenas para funcionários da empresa, através do sistema intranet, no site da estatal. A maior parte da grade é composta por músicas dos mais variados estilos – apesar de a preferência de Paim ser pela bossa nova, rock, blues e jazz.
Dois quadros jornalísticos completam a programação: “Frequência Livre”, em que um profissional da área fala sobre as peculiaridades de uma música; e “Eletrobrás em Revista”, voltado para entrevistas.
“O presidente da empresa, José Antonio Muniz, já participou várias vezes do ‘Revista’, que aborda assuntos do setor elétrico, passando por áreas como medicina e segurança no trabalho. Nossa programação ainda inclui promoções com sorteios de ingressos para teatros e cinemas, entre outros brindes. A caixa de e-mails fica lotada de participantes”, afirma, orgulhoso do sucesso dos eventos.
O estúdio é improvisado, fica no 17º andar do Edifício Herm Stoltz, no Centro do Rio, mas é um lugar aconchegante e bem equipado, onde Paim faz questão de receber, com muito bom humor e simpatia, todos os que o visitam, seja para conhecer o lugar ou gravar os programas. Mas a história dele na empresa começou há 34 anos. Ele começou como contínuo no setor de assessoria de comunicação. Mais tarde, foi promovido a auxiliar de escritório, e durante 14 anos viajou pelo Brasil ajudando na organização de estandes da estatal em diversos eventos.
“Sempre tive muito orgulho de fazer parte da empresa. Entre 1975 e 1978, a Eletrobrás se firmou como o holding do setor elétrico, mas as mudanças de governo trouxeram problemas e insegurança para os trabalhadores da categoria. Mas agora estamos com ânimo renovado, esperançosos em melhorias na estatal e que estas transformações vão nos proporcionar inúmeros benefícios”, acredita Paim, filiado à Associação dos Empregados da Eletrobrás, “a porta-voz dos direitos e interesses dos funcionários da estatal”.
Os outros orgulhos de Paim são sua esposa Maria de Jesus, com quem é casado há 26 anos, e suas filhas Gabriella, de 21 anos, e Camila, de 20.
Antonio Carlos Paim
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A grande família
A “mãezona” da equipe de empregados da Divisão de Compras/Licitações da Eletrobrás é a mineira de Pedra Azul e advogada Iára de Morais Pinto Caneca Pereira. Na estatal há 20 anos, ela afirma que exerce muito mais que as funções de presidente em comissões de licitação, pregoeira, e até consultora da área, auxiliando todos os colegas, novos e antigos, fazendo do setor uma grande família, unida e que trabalha pelo sucesso da empresa.
Mas a história de Iára no setor de geração de energia começou bem antes da sua entrada na estatal. Durante 15 anos ela trabalhou na Nuclebrás. A empresa passou por um processo de demissão em massa de funcionários, no qual Iára estava incluída, mas ela foi logo absorvida pelo quadro da Eletrobrás.
“Para poder ingressar na estatal, passei pelo processo seletivo. Durante as entrevistas respondi as perguntas com muita franqueza e postura, como, por exemplo, quando perguntaram sobre o tipo de leitura que eu gostava. Respondi que era a Bíblia devido, principalmente, à fé cristã. Acrescentei que, apesar disso, não era alienada, mas uma pessoa dedicada ao trabalho, com compromisso e responsabilidades, e que sabia separar as coisas. Fiquei apreensiva em ser eliminada por conta dessa objetividade, mas aconteceu exatamente o contrário. Fui selecionada pela minha personalidade e pelo que poderia contribuir com a empresa”, orgulha-se.
Em sua primeira casa, já que o “segundo lar” é a Eletrobrás, como afirma, Iára se dedica ao marido Paulo Cesar, técnico químico industrial, e aos filhos Suzana, 22 anos, e Israel, de 16. A mesma intensidade de amor e atenção à família é aplicada nas oito, ou dez horas de trabalho na estatal.
“A Eletrobrás está no meu sangue. O envolvimento dos trabalhadores é fundamental para o progresso da empresa. Nosso comprometimento é total, por isso o dia a dia com os colegas é cheio de emoções e bons momentos, e a convivência maravilhosa”, garante ela, que fez questão de acrescentar que a empregada Ana Lúcia Romualdo não é apenas sua respeitada chefe, mas uma grande amiga.
Iára finaliza a entrevista afirmando que tem boas esperanças no futuro da Eletrobrás devido às mudanças que vêm acontecendo para melhorar a empresa, aumentar a projeção internacional, e os esforços para reunir o sistema, transformando-o em um grande organismo.
Iára de Morais Pinto Caneca Pereira
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O Incrível Hulk
Na Eletrobrás, marrom glacê nem de longe significa o nome de um doce. É como foi apelidado o grupo de mais de cem contínuos que há mais de 30 anos iniciaram na estatal. Nesse grupo estava o empregado, baiano de Salvador e botafoguense, Luis Carlos Paim de Andrade, que, inclusive, foi quem nomeou os colegas assim devido ao uniforme de cor marrom que usavam na época. Esses bons tempos estão vivos até hoje na boa memória de Luis, e registrados numa foto histórica, em preto e branco, que reúne grande parte do grupo e que ele guarda com carinho em sua mesa de trabalho.
As mais de três décadas na Eletrobrás fizeram com que Luis colecionasse uma série de divertidas histórias que ele conta sobre o emprego. Uma delas é sobre o seu apelido na empresa: todos o conhecem como Hulk, o personagem das histórias em quadrinhos que, quando fica com raiva, de homem se transforma em um monstro verde e mal-humorado. No caso de Luis, a cor da pele não se assemelha a do super-herói dos desenhos, tampouco a falta de humor. Luis é pura simpatia. Poderia ser, então, devido a seu grande porte físico. Ele conta o motivo do apelido:
“Os contínuos levavam quilos de materiais em carrinhos do prédio da Eletrobrás na Avenida Presidente Vargas para o da Rio Branco. Naquela época eu já era grandão, e quando eu passava empurrando o pesado carrinho de um lado para o outro o pessoal me chamava de Hulk, porque, realmente, tinha que ter muita força para aquela função”, diverte-se.
Outra história marcante aconteceu aos seis primeiros meses como empregado. Ele conta que foi a uma loja para comprar calçados, mas foi impedido de abrir um crediário porque era contínuo da empresa. Segundo Luis, o vendedor ainda lhe perguntou o que era a Eletrobrás, e se a mesma seria uma loja de venda de materiais elétricos.
“Fiquei indignado. Não permitiram que eu obtivesse o crediário por preconceito à minha função, e nem sabiam o que era a Eletrobrás! Respondi que era a principal empresa do setor elétrico do país, que fornecia a energia que eles consumiam, dei uma aula sobre a estatal”, lembra.
Luis mantém a mesma energia com que defendeu e, com satisfação, contou a história da Eletrobrás, 30 anos atrás, até hoje. Ele tem orgulho de ser empregado, afirma que a empresa merece o respeito dos funcionários e dos brasileiros por gerar empregos, e pelos investimentos para elevar o nome do país com a produção e distribuição de energia limpa e de qualidade.
“Passo mais tempo aqui do que em casa. Dedico onze, doze horas do meu dia ao trabalho. É uma extensão da minha família”, diz Luis, que mora na Tijuca, Zona Norte do Rio, e gosta de passar o tempo livre com seus animais de estimação, o gato Tom e a pastor alemão fêmea Susi.
Na empresa, Luis trabalhou nos setores de informática, onde ficou por 13 anos, de recursos humanos/área de benefícios, durante 6 anos, e outros 13 anos foram no sistema de controle de acessos. Atualmente, ele é auxiliar técnico administrativo da Divisão de Engenharia de Segurança no Trabalho. Há 25 anos ele é filiado à Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL), outra instituição que Luis garante merecer muito respeito por conta das importantes atividades voltadas para defender os direitos e interesses dos trabalhadores.
“Quero que este ano seja de crescimento para a estatal. Estou otimista com o plano de transformação da Nova Eletrobrás, que tem proposta de unificação das subsidiárias, ação que vai tornar empregados mais coesos. Eu visto a camisa da empresa. Aliás, não visto uma, mas duas, porque não há modelo para o meu tamanho, então tive que mandar fazer com duas camisas uma sob medida e exclusiva para mim”, finaliza, com bom humor.
Luis Carlos Paim de Andrade |
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Música, futebol e trabalho
Desde o primeiro dia na Eletrobrás o empregado Jorge Kreimer percebeu que a empresa era sua segunda casa. Ele conta que se sentiu tão à vontade porque já iniciou na estatal trabalhando com dois colegas que tinham em suas mesas objetos que demonstravam a mesma paixão por seu time de coração, o Botafogo. Cinco anos depois, Jorge não deixa de expressar o orgulho pelo clube carioca em sua sala, na Área de Patrocínio, e exibe um relógio e uma mini bicicleta com os escudos do Botafogo sobre seu computador.
Futebol não é a única paixão do secretário executivo. Tocar músicas das décadas de 60 e 70 é um hobby que ele não abre mão. Com o amigo, e empregado da Eletrobrás, o advogado Júlio Verbicário, e os funcionários Roberto, Arnaldo e Alexandre, Jorge forma a banda Os Elétricos. O instrumento de Jorge é a guitarra, e ele garante que o grupo é tão afinado que está pronto para qualquer apresentação. “É só surgir um convite”, afirma.
Quando começou na estatal, atuou no setor financeiro - de contas a pagar, onde teve contato com grande parte dos empregados da Eletrobrás. A partir daí, fez muitos amigos. Na função atual, exerce a organização e monitoramento dos trabalhos da Área de Patrocínio. Ao longo dos anos, Jorge garante que a empresa, da qual tem orgulho de ser empregado, só tem melhorado.
“Funcionários antigos e novos estão cada vez mais com o ânimo renovado, unidos pelo crescimento da estatal, pois vêem a Eletrobrás se empenhando pelo desenvolvimento, seja com a internacionalização e as possibilidades de investimentos fora do país, ou pelas ações visando benefícios para os empregados”, afirma. E falando em trabalhos pelo bem-estar dos funcionários, ele destaca a atuação da Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL) que se esforça em defender os direitos e interesses da categoria.
Jorge faz questão de citar a gratidão que tem pela empresa em relação ao seu crescimento profissional: através da Eletrobrás ele, que já tinha curso superior em Administração de Empresas, fez pós-graduação em Finanças na Fundação Getúlio Vargas.
O ano de 2009 para Jorge será de mais dedicação ao trabalho na Eletrobrás, à torcida pelo Botafogo, à banda Os Elétricos, e ao casamento de 14 anos com a advogada Ana Cláudia.
Jorge Kreimer |
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Torcendo por um futuro mais promissor
Paulo Amaro de Freitas Crespo é associado da AEEL há mais de 30 anos, mesmo período que é empregado da Eletrobrás. A carreira teve início no setor de tesouraria, onde executava os pagamentos a fornecedores, função que exerceu por mais de 10 anos. Os últimos três tem se dedicado ao DFNP, onde desenvolve análise de projetos, como Secretário de Divisão.
Tantos anos de empresa o credenciam para dar “aula” aos colegas mais novos e entusiasme-los apesar das dificuldades, inerentes a qualquer setor do mercado de trabalho: “Em nossa empresa vivemos altos e baixos. Para mim, todos esses anos servirão para acumular e desenvolver maior conhecimento e experiência profissional. Em alguns momentos tive motivos para me sentir lá embaixo, mas em outros, novas situações me motivaram e aumentaram minha auto-estima. Por tudo isso, e por acreditar nas perspectivas que estão surgindo, acredito que os mais novos de empresa devem estar atentos e dedicados, pois creio que as coisas irão melhorar”.
Essa certeza, na visão de Paulo, deve-se muito ao trabalho de entidades que defendem os interesses dos empregados do setor, principalmente da AEEL: “Sempre fui associado porque acredito no papel importante que a Associação desempenha na luta por melhores condições para todos nós. Cada empregado deve se associar, pois é esta mobilização que fortalece essa entidade que é de cada um de nós. Temos que valorizar e dar legitimidade a AEEL, isso só acontece com a participação cada vez maior de associados ativos”, garante, com ar de esperança nos novos momentos e novas conquistas.
Mesmo com uma visão bastante realista e até mesmo crítica de toda essa sua trajetória na empresa, Paulo credita à estatal uma parcela de suas conquistas pessoais e espera poder se aposentar em condições melhores do que as que existem hoje: “Hoje sou feliz aqui, mas as coisas ainda precisam melhorar para que todos possam se aposentar com mais tranqüilidade. E com a chegada do novo ano, espero que os novos empregados sejam bem chegados, aos que aqui já estão desejo que possamos ter paciência e acreditar que a empresa está no caminho do crescimento, buscando ser reconhecida, inclusive, internacionalmente. Então que esse novo momento represente para todos nós um futuro melhor”, finaliza Paulo, dando as boas-vindas a 2009.
Paulo Amaro de Freitas Crespo |
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Um profissional realizado
O empregado Márcio Giovani conquistou na Eletrobrás a sua realização profissional. Cinco anos atrás, ele trabalhava no setor de informática, mas seu interesse mesmo era pela cartografia, e fez a faculdade de Geografia, na Universidade Federal Fluminense-UFF, em Niterói. Dedicou-se aos estudos e conseguiu emprego na estatal, onde iniciou como terceirizado. Depois, foi aprovado no concurso para a empresa e, satisfeito, até hoje ocupa a função de geógrafo no Departamento de Meio Ambiente.
Márcio fala com orgulho sobre o trabalho na Eletrobrás, que também lhe proporcionou crescimento nos estudos: a pós-graduação em Geotecnologia na UFF.
“Adoro o que faço, me sinto muito realizado. Graças à empresa me especializei na profissão, que é muito importante, pois analisa os impactos dos projetos em áreas ambientais, viabilizando o desenvolvimento dos trabalhos do setor elétrico”, destaca.
Momento marcante na carreira do geógrafo, segundo conta, foi quando a Eletrobrás deixou o processo de desestatização. “Foi uma época preocupante, porque a empresa é fundamental para o crescimento econômico do país”, acredita. Dificuldade superada e deixada para trás, agora as esperanças são num futuro que ele considera promissor na estatal por meio da nova diretoria:
“Estamos todos confiantes em um 2009 de progresso para a empresa. Há uma nova mentalidade em prática, e acredito que a união de todos resultará no sucesso do trabalho”, garante.
O geógrafo é integrante da Associação dos Empregados da Eletrobrás, AEEL, entidade que, para ele, significa a materialização dos anseios dos funcionários. “Somos representados de forma ética e coerente. Todos os participantes podem se expressar nas reuniões da associação, que é democrática e se preocupa em ouvir as reivindicações da categoria buscando os melhores resultados para atender aos nossos interesses”.
Neste novo ano, Márcio quer aprimorar o trabalho, e planeja fazer mestrado na área que tanto o satisfaz profissionalmente. Além do emprego e dos estudos, Márcio diz que não abre mão de curtir a companhia dos filhos Ana Clara, de 6 anos, e Artur, de um ano.
“Estar com as crianças é sempre muito bom, e me dedico bastante em acompanhar o crescimento delas”, finaliza.
Márcio Giovani |
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O primeiro emprego
A primeira vez em qualquer situação na vida a gente nunca esquece. É assim com o primeiro emprego. A importância do trabalho para Ary Xavier de Arruda Neto, 30 anos, é grande: foi a Eletrobrás que abriu as portas do mercado para ele, há 12 anos. Ele começou como estagiário na empresa, fez o concurso, e após seis meses de espera, e muita ansiedade, após a aprovação, foi convocado para compor o quadro de empregados da estatal.
Ary conta que tudo começou quando fazia um curso técnico de eletrônica e conseguiu o estágio no setor de manutenção da Eletrobrás. Depois, ele atuou como telefonista, e técnico em telefonia, funções terceirizadas da empresa. A contratação como empregado veio em 2002, quando já tinha curso superior em Ciências Contábeis. A partir desse ano, Ary passou a trabalhar na Divisão de Administração de Tesouraria da estatal, onde está até hoje.
Acompanhei com muito nervosismo as convocações do concurso, foram os seis meses mais longos da minha vida. Eu queria muito ser empregado da Eletrobrás, que tem uma estrutura fascinante e grande importância para a economia do país. A empresa me proporcionou crescimento profissional, fiz pós-graduação em Contabilidade e Gestão de Negócios, na UFRJ, e curso de inglês graças ao apoio da estatal. Também fiz muitos amigos, principalmente na época que trabalhei no setor de manutenção, que dava suporte ao trabalho de centenas de empregados – afirma, orgulhoso.
Bom humor, simpatia e muito otimismo são adjetivos marcantes de Ary. E ele aposta num 2009 promissor para a empresa principalmente através das propostas da nova diretoria da estatal. “Os empregados estão unidos e acreditam num futuro melhor. Estamos ‘vestindo a camisa’ do progresso, de uma Eletrobrás que apresenta uma nova política de gestão de pessoal, oferecendo mais benefícios e condições de trabalho. Há um plano de transformação em desenvolvimento e todos nós queremos que a estatal tenha o reconhecimento do governo federal se firmando como o holding do setor elétrico”, ressalta.
As ações realizadas pela Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL), representando os interesses da categoria, também ganharam destaque na entrevista com Ary. Associado da entidade há 5 anos, ele acrescenta que a importância da instituição está na preocupação com o futuro da Eletrobrás como empresa séria e respeitada por seus funcionários.
Acompanho as muitas conquistas obtidas pelos empregados através dos esforços da associação em ser o canal direto entre a categoria e os representantes do setor elétrico. Estamos muito bem representados – finaliza.
Ary Xavier de Arruda Neto |
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Próspero Ano Novo
O empregado Bernardino da Cunha Cerqueira se dedica há três décadas à Eletrobrás. O trabalho na estatal, ele garante, é sua vida. Para 2009, o esperançoso economista diz que acredita nas perspectivas de melhora na empresa, que vive um momento de reformulação por meio da nova diretoria.
“A Eletrobrás me proporcionou ótimos momentos. É uma satisfação fazer parte, há tanto tempo, deste quadro de empregados. Tenho boas expectativas para 2009, acredito que a nova diretoria tem uma visão ampla e vai beneficiar antigos e novos funcionários do setor elétrico, sem discriminação e respeitando nossos direitos”, declara.
Bernardino hoje trabalha na tesouraria da estatal. Já assumiu as funções de contínuo e ajudante administrativo em outros setores da empresa. Das muitas situações que marcaram sua vida na Eletrobrás ao longo de 30 anos, a mais recente aconteceu em dezembro do ano passado. Ele foi um dos ganhadores das cestas de Natal sorteadas pela Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL), entidade da qual ele afirma se orgulhar de ser integrante.
“Participei da promoção por acaso. Ajudava meu filho num trabalho escolar sobre o Natal e fiz uma pesquisa na Internet sobre o tema. No dia seguinte recebi, por e-mail, o informativo da AEEL sobre a promoção, em que para concorrer às cestas era necessário responder a uma pergunta sobre o Natal, e a resposta era o que eu havia pesquisado anteriormente. Respondi corretamente e acabei sendo um dos premiados. Foi a primeira vez que ganhei num sorteio, fiquei muito feliz, e a festa promovida pela associação para comemorar o final de ano foi ótima. Confraternizamos com outros colegas e fechamos 2008 com chave de ouro”, ressalta Bernardino, que quando não está trabalhando faz questão de se dedicar aos seus xodós, os filhos Fernando, de 16 anos, e o pequeno João Vítor, de 6 anos.
Bernardino da Cunha Cerqueira
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Um exemplo de superação
Formado em Matemática, há 25 anos empregado da Eletrobrás, escritor nas horas vagas e apaixonado por motos e bicicletas. Tudo estava indo no caminho certo, uma bela família, dois filhos, muito para comemorar, até um acidente mudar o rumo das coisas. A gravidade do acontecimento faz vir à cabeça a máxima: ele nasceu de novo. Como alguém que nasce de novo, as coisas não tem sido simples: “O acidente foi muito traumático, com inúmeras perdas. Se posso dizer que ganhei alguma coisa com o que me aconteceu, foi a forma como hoje valorizo ainda mais minha família e meus amigos. Dou uma atenção diferenciada a eles”, explica Cesar da Conceição dos Santos, com um olhar resignado, mas de uma esperança e entusiasmo com o futuro que contagiam a todos.
As sequelas provocadas pelo acidente são visíveis, a dificuldade em utilizar a mão direita e a fala mais pontuada são resultados do trauma cerebral que sofreu, mas nem de longe parecem obstáculos para que Cesar retome as rédeas de sua vida e concretize seus projetos. Um deles é o lançamento do livro sobre o “Tour de France” – um evento ciclístico com projeção mundial –, que já está pronto a espera de patrocínio para sair do forno: “Meu primeiro livro, ‘O Mundo da Bicicleta’, foi publicado com o patrocínio da Eletrobrás, mas infelizmente a empresa adotou uma postura de não poder patrocinar empregados e não posso contar mais com esse apoio, o que muito me entristece”, lamenta decepcionado com o que avalia um retrocesso na estatal, frisando o contra-ponto que existe pelo fato da “empresa patrocinar um time que está na segunda divisão, com um volume de investimento de cerca de R$14 milhões”.
Mas nem tudo é decepção, Cesar é justo com a empresa que lhe proporcionou muitas conquistas: “Adoro a empresa, foi ela que me proporcionou conseguir tudo o que tenho. Gosto dos amigos que fiz aqui e voltar ao trabalho, mesmo sendo muito diferente de antes, é bom, por estar perto de todos novamente e poder, com o tempo, recuperar o que perdi”.
Cesar sempre foi um empregado atuante e, além de associado, foi diretor da AEEL, a cerca de seis anos atrás.
“A AEEL deve estar sendo sempre a porta-voz dos empregados. Estou muito satisfeito com a gestão atual, tem um engajamento que não si via há algum tempo”, defende com autoridade de que esbanja conhecimento tanto da empresa, como das lutas já vividas pelos empregados.
Depois de tantas surpresas, ao longo dos últimos meses, o início de um novo ano chega carregado de esperança para esse vencedor: “Aceitar as mudanças e voltar ao trabalho tem sido uma luta diária, pois vejo o quanto perdi. Mas 2009 quero que chegue com novidades, comigo conseguindo um bom lugar para trabalhar”, defende finalizando com quatro palavras fortes como sua personalidade: “Eu quero um 2009”.
Cesar da Conceição dos Santos
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Trabalho e cultura: parceria de sucesso
A advogada Márcia de Oliveira Ribeiro está na Divisão de Patrocínio da Eletrobrás há cerca de 5 meses. Mesmo atuando há pouco tempo no setor, ela garante que adora o que vem fazendo, sobretudo devido à identificação com o trabalho: o hobby predileto de Márcia é a leitura, e ela, hoje, desenvolve projetos na área da estatal que patrocina a cultura.
Márcia está na empresa há 11 anos. Durante 6 anos, ficou cedida para a Eletronuclear. Os conhecimentos na área jurídica são muito bem aplicados, segundo garante, no serviço atual.
Apresentamos idéias e elaboramos projetos para patrocínio de peças teatrais, edição de livros, festivais de música, trabalhos audiovisuais e esportivos. Com minha experiência resolvo problemas relativos, por exemplo, aos direitos e obrigações no setor de entretenimento, gerando resultados mais satisfatórios – explica ela, acrescentando que “a cultura é uma importante fonte de recursos para a economia nacional, e através dela a Eletrobrás tem sua imagem valorizada”.
As transformações ocorridas na estatal por conta da nova diretoria não preocupam a advogada, pelo contrário. Márcia afirma que está otimista com as mudanças e acredita que haverá melhora no setor.
A Eletrobrás é muito importante na minha vida e tenho esperanças num futuro promissor. Vivi momentos marcantes aqui. Um deles foi ter acompanhado a construção da grandiosa usina de Angra II, quando estava cedida à subsidiária. Outra situação marcante foi uma difícil ação que ganhamos, em 2005, movida contra a estatal por várias empresas de grande porte – relembra.
A advogada formou-se na UFRJ, e possui duas pós-graduações, em Direito Penal e Processo Penal, e em Processo Civil. Quando não está entretida com seu hobby preferido, Márcia conta que gosta de escutar música clássica. E, claro, não abre mão da companhia dos filhos João Pedro, de 12 anos, Davi, de 7 e de seu marido, Rodrigo Lourenço da Costa Maia, também advogado da Eletrobrás . Para o ano que se inicia, ela quer levar adiante um importante projeto de seu setor: a criação do Centro Cultural da Eletrobrás.
É ambicioso, e possível de acontecer. A estatal não tem um espaço próprio que exponha as inúmeras realizações de destaque nesta área. Quero trabalhar mais em 2009 para concretizar esse projeto – conclui.
Márcia de Oliveira Ribeiro
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Em defesa da ética
O advogado Julio Verbicario, de 37 anos, “veste a camisa”. O termo, em seu sentido literal, seria usar, e com muito orgulho, a camisa do seu time de coração, o Flamengo. Mas ele se refere mesmo à dedicação ao trabalho na Eletrobrás. Recentemente, Julio e a equipe da Divisão de Contencioso tiveram êxito numa ação que isentou a estatal de uma condenação de 40 milhões de reais, e ainda revelou fraudes milionárias no setor de energia elétrica contra a empresa.
Julio conta que foram 6 anos de atuação nesses tipos de demandas. Ele viajou para cerca de 10 estados brasileiros recorrendo de decisões de resgate de títulos de empréstimos compulsórios adquiridos nas décadas de 60 e 70. As liminares contra a Eletrobrás somavam quase meio bilhão de reais em todos os processos. As investigações da equipe revelaram fraudes envolvendo juízes e advogados, que liberavam liminares para a restituição de títulos de há muito prescritos.
Cheguei a ser ameaçado por envolvidos no esquema de fraudes, e tentaram me subornar, me oferecendo 1 milhão de reais certa vez em Belém (PA). Não desistimos do nosso trabalho, nem nos deixamos corromper. Fomos até o fim e obtivemos êxito nas causas – revela, satisfeito.
Há 11 anos na Eletrobrás, Julio ficou cedido por 4 anos à Eletronuclear. Antes, trabalhou por 2 anos como advogado e assessor da presidência do Conselho Regional de Odontologia. Ele diz que tem esperanças na reestruturação da estatal através da nova diretoria, das ações para defender a categoria promovidas pela Associação dos Empregados da Eletrobrás – AEEL, e da nova mentalidade empresarial.
Acredito num novo modelo de gestão, em que os funcionários terão uma visão melhor do futuro por serem mais reconhecidos e valorizados, e terem suas opiniões ouvidas e defendidas – destacou.
Julio se formou em Direito na Universidade Candido Mendes. Em seu currículo estão duas pós-graduações: em Processo Civil, e em Direito Empresarial com ênfase em Direito Ambiental. O advogado sério dá lugar, nas horas de lazer, ao esportista e ao músico. Futebol, tênis e a retomada ao jiu-jitsu são atividades que gosta de praticar. E com os amigos Roberto Amaral, Jorge Krimer, Arnaldo e Alexandre, ele forma a banda Os Elétricos. O grupo ensaia duas vezes por mês e toca, especialmente, rock da década de 70. Julio é um dos guitarristas. “Vamos tentar programar uma apresentação para a festa de final de ano da empresa, em 2009”, planeja.
Os planos do advogado incluem ainda investir em cursos de atualização em provento às suas tarefas ordinárias na Eletrobrás, fazer mestrado, além de investimento no interior da cidade de seu pai, Santa Maria Madalena, na Região Serrana do Rio, especificamente quanto ao plantio e manejo de eucalipto.
Me orgulho de trabalhar na Eletrobrás, é uma empresa promissora. Vou continuar defendendo a estatal, postulando ações de seu interesse, e a defendendo de maneira combativa e ética – finaliza, confiante.
Julio Verbicario – Entrevistado da segunda quinzena de dezembro/2008.
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Renata Leite Falcão, uma multimulher
Engenheira eletricista, nordestina, mulher, mãe, dona-de-casa. Essas são apenas algumas das muitas características da chefe do Departamento de Estudos Energéticos da Eletrobrás, Renata Leite Falcão. Há 16 anos na estatal, ela foi cedida pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco, a Chesf, onde trabalhou por 8 anos. Ambas as empresas, segundo afirma, têm grande importância em sua vida.
“A Chesf foi fundamental para minha formação técnica. Participei de um difícil processo seletivo para ingressar na companhia, onde comecei como estagiária. Na Eletrobrás obtive a maturidade profissional, troquei experiências em grupos de estudos de planejamento e aprendi muito nestas reuniões. É muito importante projetar os trabalhos da empresa no âmbito nacional sem perder o conhecimento regional”, afirma ela, ressaltando que mantém muitas amizades na Chesf, assim como fez grandes amigos também na Eletrobrás.
Renata destaca que acredita em mudanças positivas na estatal a partir das ações da diretoria e da participação pro ativa da Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEEL).
“O que vejo neste momento são atitudes de transformação. Antes, havia um preconceito com os funcionários cedidos, como é o meu caso, mas isso mudou. Agora, a postura é de agregar visando o melhor para o trabalho, pois somos todos empregados do sistema Eletrobrás. Não se pode discriminar as pessoas porque vieram desta ou daquela empresa, se houver um ‘julgamento’, que tenha um critério, que seja pela competência de cada um”, avalia.
Recifense, Renata é formada em engenharia, há 24 anos, pela Universidade Federal de Pernambuco. Em seu currículo estão ainda uma pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas e um MBA em Energia Elétrica no IBMEC. Ela é mãe de Victor, de 15 anos, e de Igor, de 10, e casada com Roberto.
“Sou muito ligada à minha família. Quando saio do trabalho e vou para casa, toda a atenção é para eles. Me dedico à educação dos meus filhos, ao lazer com eles e meu marido, aproveito ao máximo os momentos que passamos juntos”, destaca.
Dedicação é o que não falta à engenheira, segundo garante: “Não me vejo aposentada. Acho que ainda tenho muito para contribuir com a Eletrobrás. Meu objetivo é investir cada vez mais no que gosto de fazer e isto inclui meu trabalho, e tenho um sonho, o de ver a empresa mais ágil, oferecendo respostas rápidas no seu negócio e exercendo uma verdadeira liderança em todas as suas empresas controladas”, finaliza.
Renata Leite Falcão – Entrevistada da segunda quinzena de dezembro/2008
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Retroceder nunca, render-se jamais
O lema da advogada Vera Maria van Erven Formiga é nunca desistir. Isso, ela aprendeu logo na infância, quando praticou natação, e teve aulas com ninguém menos que a atleta Maria Lenk. O espírito competitivo do esporte ela transformou em incentivo, mais tarde, para enfrentar os desafios no trabalho. Hoje, ela é gerente da Divisão de Patrocínio da Eletrobrás, mas sua carreira na estatal começou há 34 anos.
Vera iniciou nas Centrais Elétricas Mato-grossenses - Cemat, depois ingressou na Eletronorte, passou pela Enersul e retornou para a Eletronorte. Em 1996, foi cedida para a Eletrobrás. Ao longo desses anos trabalhou nos setores de recursos humanos, administração de salários e de contratos especiais, e obteve experiência em gestão de contratos internacionais.
“Costumo dizer que tenho pós-graduação em experiência profissional pessoal, que considero completa e diversificada por ter trabalhado em empresas de distribuição de energia, de geração e agora na holding”, orgulha-se Vera, que é formada em Direito na PUC do Rio de Janeiro.
A advogada afirma que a Eletrobrás é seu segundo lar. “Me sinto à vontade aqui, onde tenho muitos amigos, e faço questão de colaborar com os colegas e compartilhar experiências”, declara. Por considerar a empresa como se fosse sua outra casa, está com expectativas positivas nas mudanças propostas pela nova diretoria.
“Na década de 80, eu tinha esperanças nas transformações, quando houve a transição de algumas empresas, mas só agora, mais de 20 anos depois, vejo esses desejos se concretizando. As ações de hoje são repensar o setor elétrico, acabar com o regionalismo, otimizar e unir os esforços de todos os empregados das empresas subsidiárias”, analisa, confiante.
Quando não está trabalhando, a atenção de Vera é voltada para os filhos Izabel, de 34 anos, Pedro, de 29, e João, de 27. O “sol de vida” é o neto Hugo, de 3 anos, filho de Izabel, que, em breve, lhe dará mais um neto.
Mesmo realizada no trabalho, Vera garante que está cheia de planos para o futuro, e revelou que quer investir em um projeto ambicioso: criar, na futura sede própria da Eletrobrás no Rio, o centro cultural da estatal.
“Pretendo reforçar a área onde atuo, estruturar cada vez mais a equipe e levar adiante o plano de construir o centro cultural da Eletrobrás. Estamos entre as seis maiores empresas patrocinadoras de cultura do Brasil, mas não temos um espaço que mostre nossa responsabilidade social na área. Exibindo o riquíssimo acervo de informações da estatal, o centro será como sua identidade para os visitantes”, conclui.
Vera Maria van Erven Formiga – Entrevistada da primeira quinzena de dezembro/2008
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Roberta Padilha: uma empregada agraciada por Deus
“As minhas conquistas foram presentes de Deus”. A advogada Roberta Padilha Carestiato Daniel, 37 anos, é uma católica fervorosa, mulher realizada na vida, dedicada à família e ao emprego. E nesse setor, ela comemora uma ótima fase: há 5 meses foi cedida para a Eletropar (Eletrobrás Participações S/A), onde é consultora jurídica e secretária geral. Mais do que isso, ela garante que sua principal função na empresa é o fortalecimento do trabalho.
“A Eletrobrás tem importância fundamental na minha vida. Recebi o convite para vir para a Eletropar de seu presidente Marcelo Figueiredo, e estou muito satisfeita. Sinto-me realizada profissionalmente, tenho autonomia para apresentar propostas e agir em equipe visando somar valores e encontrar melhores resultados à companhia”, declara ela, que tem esperanças em melhorias na empresa a partir da nova Diretoria Executiva da Controladora da Eletropar: “Estamos passando por transformações e acredito que esta nova Diretoria tem projetos que vão beneficiar não só a Eletropar como todo o SISTEMA ELETROBRÁS”.
A primeira grande conquista de sua vida foi ter ingressado na Faculdade de seus sonhos, a Cândido Mendes, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Formada há 15 anos no curso de Direito, ela atuou nas áreas de Propriedade Industrial e Intelectual. Viajou para outros países a trabalho, e ainda ministrou aulas de Direito Civil e de Processo Civil. Em junho do ano 2000 obteve mais um êxito: passou a integrar o quadro de empregados da Eletrobrás. Roberta participou do difícil processo seletivo da estatal, realizado por meio de provas e títulos, que se iniciou no ano de 1996 com conclusão em 1997, e ficou entre os 60 aprovados no concurso.
“Eu e mais sete mulheres aprovadas neste concurso ingressamos juntas na Eletrobrás. Enquanto participávamos da realização dos exames admissionais e das entrevistas para definição das áreas em que iríamos atuar na empresa, ficamos muito próximas umas das outras, e construímos laços de amizade que duram até hoje. Tornamo-nos as amigas do G-8, o Grupo das Oito”, diverte-se.
Mas Roberta tinha uma característica, na época, que a diferenciava das outras integrantes do G-8: estava grávida de quase dois meses de sua filha Gabriela. A maternidade foi sua marca no grupo, e ela passou a ser a “mãezona” também das amigas e ainda continua sendo dos demais amigos que conquistou. Três anos depois ela deu à luz seu segundo filho, Mateus. Casada há quase 9 anos, ela destaca que o marido Flávio foi um grande incentivador para suas conquistas: “Ele sempre me deu muita força, acredita no meu potencial e me fez confiar na capacidade de ser aprovada no concurso da Eletrobrás”, ressalta.
Voltar a estudar está nos planos da advogada. Roberta quer se especializar na profissão, e pretende fazer pós-graduação ou MBA. “Estou replanejando minha vida profissional, sem que com isso deixe de ter tempo para a família, o trabalho, o lazer, os estudos...”, enumera satisfeita.
Roberta Padilha Carestiato Daniel – Entrevistada da primeira quinzena de dezembro/2008
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O engenheiro que deu vida a importantes obras nacionais
O engenheiro Henrique Couto Ferreira Mello completou 80 anos de vida em 22 de novembro. Trinta e dois anos foram dedicados ao trabalho na Eletrobrás. Atualmente, ele é assistente da Diretoria de Tecnologia e, ao longo de mais de três décadas, passou por cargos de chefia na área de Engenharia, participou da execução de obras que têm importância nacional, como as usinas hidrelétricas de Itaipu (Paraná) e Tucuruí (Pará).
O reconhecimento do trabalho veio por meio de muitas homenagens. Entre elas, o auditório da Universidade Corporativa do Sistema Eletrobrás (Unise) que leva seu nome, no 15º andar do prédio 409 da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. O espaço foi inaugurado em 11 de dezembro de 2007. Possui plano inclinado e uma equilibrada disposição de cadeiras, que garantem total visibilidade do palco pela platéia, formada por até 76 pessoas.
Henrique Mello se diz um apaixonado por eletricidade, que para ele “é um bem público e de todos”. Por isso, a Eletrobrás é fundamental em sua vida.
“Escolhi a Engenharia Elétrica porque a partir dela posso elaborar projetos, executar obras e concretizá-las. Ver o sucesso do resultado do trabalho e tantas pessoas sendo beneficiadas é muito gratificante”, garante.
As usinas hidrelétricas de Paulo Afonso (Bahia) e Coaracy Nunes (Amapá) foram obras que tiveram a participação do engenheiro. Um dos momentos mais marcantes de sua vida, segundo conta, foi sua formatura, em 1958. Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Militar de Engenharia, o IME, na Urca, Henrique foi o representante da turma no evento, e recebeu o diploma de ninguém menos que o presidente do Brasil na época, Juscelino Kubitschek.
“Foi uma das situações mais emocionantes da minha vida. Primeiro porque estava me formando em Engenharia, que eu adorava, e o presidente Juscelino me parabenizou com um aperto de mão”, lembra, orgulhoso. A formação militar deste capixaba começou mesmo na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende. Ele também lecionou no IME e na Escola Superior de Guerra, na Urca.
Além do trabalho, outra paixão de Henrique é sua família. Casado com Mariliza, eles têm quatro filhos - Márcio, Luiz Fernando, Paulo Cesar e Ricardo - e quatro netos. “Mariliza é uma grande mulher, uma companheira que me apoiou em todos os momentos da vida”, declara, emocionado.
Henrique Couto Ferreira Mello – Entrevistado da terceira semana de novembro/2008
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Nos embalos da dança
Há cerca de 23 anos ele descobriu a dança e de lá pra cá sua vida ganhou um ritmo diferente. É impossível falar sobre Marquinhos Copacabana sem deixar clara a importância dessa atividade em seu dia-a-dia. Tudo muito bem dividido, ele consegue ter tempo para se dedicar ao trabalho na Eletrobrás, à família e à dança.
Mas vamos voltar um pouquinho no tempo e lembrar um momento importante, quando Marcos entrou na empresa, há exatos 32 anos e cinco meses atrás: “Não posso deixar de frisar a importância que a Eletrobrás tem em minha vida e, principalmente, em minhas conquistas pessoais. Foi por ter entrado para o quadro de empregados desta empresa que pude ter a oportunidade de me dedicar a outras buscas como foi com a dança. Uma atividade paralela, que começou como um hobby e ganhou cada vez mais espaço com o passar do tempo. Mas, sem o meu emprego na Eletrobrás, provavelmente, as coisas não teriam chegado aonde chegaram”, explica Marcos que atualmente é ATA e trabalha na Divisão de Administração das Instalações Prediais (DAAA).
Marcos começou na Eletrobrás como contínuo, atividade que desenvolveu por quase dois anos até ser promovido. Teve a oportunidade de entrar para faculdade, a Universidade Gama Filho, onde se formou em Letras. Profissionalmente aguarda o re-enquadramento por conta de ter nível superior, mas não sabe quando a estatal irá promover essas ações.
Na década de 90 viveu, ao lado de outros companheiros de profissão, seus momentos mais apreensivos na empresa: “Foi à época em que o Governo iniciou uma série de cortes e víamos muitos colegas serem demitidos. Era uma tensão diária, um momento muito ruim. Mas, particularmente, não tenho o que reclamar da empresa, ela é parte fundamental nas minhas conquistas”, declara.
Aos 27 anos, Marcos teve seu primeiro contato com a dança e, desde então, nunca mais abandonou a atividade, ao contrário, fez dela parte integrante de sua rotina diária, paralelamente ao seu trabalho. Foi nesse ambiente da dança que conheceu a esposa Karla, com quem divide a administração da Studio de Danças Marquinhos Copacabana, sua academia, que fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 427, salas 301, 302 e 303.
“Nada nesse sentido, em minha vida, foi planejado. Comecei a dançar e descobri que era bom nisso. Em pouco tempo, mas com muita dedicação, comecei a dar aulas. Virou um compromisso sério, ao qual dedicava o tempo que sobrava após o trabalho. De repente, as coisas foram tomando novos rumos, conheci a Karla, me casei e abri minha academia. Depois, veio minha linda Gabriella”, conta orgulhoso da filha que nasceu dentro do mundo da dança e, aos noves anos, já é uma grande dançarina.
Há pouco mais de um ano, Marcos e Karla souberam que Gabriella tinha desenvolvido diabetes 1. Na ocasião o choque foi muito grande, ela já praticava aulas de dança desde os 3 anos de idade e estudava, além de outras atividades extracurriculares. Como a família foi orientada a não mudar a rotina de vida, mas sim ter atenção aos cuidados com a doença, a dança foi fundamental para amenizar a tristeza.
Tristeza que durou muito pouco: “Ela é uma menina que nos dá toda a alegria. Controla sua diabetes com muita responsabilidade e as atividades que pratica ainda ajudam bastante. Inclusive, foi por meio da dança que ela teve uma de suas grandes vitórias. Ela foi chamada para participar do quadro infantil da Dança dos Famosos do Faustão e, depois de dois meses de muita dedicação e mudanças em sua rotina, foi vencedora ao lado do ator Eduardo Melo. Foi um momento de muita emoção para todos nós”, relembra orgulhoso Marcos.
Marquinhos Copacabana
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Uma mulher preparada para os desafios de seu tempo
Perto de completar 20 anos de empresa, Elayne Soares Macello Ramos ilustra nossa mais nova “Crônicas Cotidianas”. Ela é uma daquelas pessoas que pode ser definida como alguém que, verdadeiramente, veste a camisa. Apaixonada pela Eletrobrás, Elayne começou a carreira na estatal como Auxiliar Técnica (na Assessoria de Sistemas Isolados e Combustíveis), de lá pra cá, já galgou vários degraus e, atualmente, ocupa um dos cargos de maior confiança na empresa, é Secretária da Presidência.
Neste cargo desde 2005, Elayne não esquece os momentos mais marcantes em sua carreira: “Após o incêndio de 2004, estava lotada na Diretoria Financeira, sem chefia direta, quando, após um período, fui transferida com toda a equipe, para a Diretoria de Projetos Especiais, que havia sido assumida por Aloísio Vasconcelos. Convidada para uma conversa em tom de entrevista ele lançou-me a pergunta fatal: ‘É formada em que?’. Eu não era formada. Respirei e disse que não tinha formação superior. Naquele momento, decidi que voltaria a estudar e voltei”, lembra emocionada de um momento difícil que se transformou em conquista comemorada.
Foi nesse momento especial que Elayne enxergou que era hora de aumentar sua qualificação profissional: “Foi o toque que faltava na minha consciência”.
Casada e mãe de dois filhos, ela não perde a oportunidade de curtir e se divertir ao lado da família, que em sua ótica, não se resume a eles: “Minha família é minha base, meu porto seguro, adoro estar ao lado do meu marido, dos filhos, irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos...”
O estilo arrojado e decidido foi mais uma vez confirmado, quando ela foi convidada a participar, como palestrante, do evento do Dia das Mulheres, realizado pela Eletrobrás. Na época, seu nome havia sido escolhido por Elayne ser a protagonista de uma história cheia de obstáculos a serem vencidos e por ela nunca ter se acanhado frente a nenhum deles.
“Algumas mulheres foram convidadas a falar sobre algum ponto relevante em suas vidas e o meu relato devia-se ao fato, principalmente, de ter sido mãe aos 16 anos. Afinal, foi uma gravidez muito precoce e desse momento em diante eu passei por todos os obstáculos que surgiram com uma responsabilidade a mais que era meu filho, além da minha família, meu casamento, os estudos. Era o término da adolescência já vivendo uma vida cheia de compromissos e seriedades. Não foi fácil, mas hoje percebo o quanto foi legal tudo isso e tive a oportunidade de dividir com as pessoas que estiveram presentes ao evento”, relembra orgulhosa.
Com uma história de vida como essa, com a carreira profissional gerando bons resultados e sendo uma exemplar “gestora do lar”, obviamente, Elayne já planeja a hora de descansar, quando a aposentadoria chegar: “Pretendo me mudar do Rio e abrir uma pousada”. Mas, até lá, ela vai continuar vivendo cheia de energia e esbanjando elogios à Eletrobrás, que em sua avaliação foi fator primordial em sua vida.
“Tenho muito orgulho de trabalhar na Eletrobrás. Tudo o que eu construí devo a esta empresa e não gosto que falem mal dela perto de mim, chego até a brigar”, finaliza.
Elayne Soares Macello Ramos - Entrevistada da primeira semana de novembro/2008
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Trinta e quatro anos de empenho e amizades
Depois de passar 29 anos atuando no Departamento de Informática da Eletrobrás, Kleber Dias Antunes está prestes a completar dois anos no PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) um setor criado em 1985 que é subordinado à Secretaria Executiva da Estatal.
A história desta verdadeira prata da casa começou um pouco antes disso, há 34 anos, quando iniciou na empresa, ainda no Departamento Pessoal: “Hoje, sou analista de sistemas e devo minha formação à Eletrobrás”, comemora Kleber, que não se cansa de creditar sua vitória profissional à empresa.
Ao longo desses anos, ele teve a oportunidade de fazer parte de momentos marcantes, e guardar algumas tristes lembranças, como o incêndio de 2004: “Foi um dos momentos mais emocionantes pra mim. Quando cheguei à empresa e vi o prédio pegando fogo, naquele instante, senti o quanto dava valor a tudo aquilo que estava ardendo em chamas. Graças a Deus não houve vítimas, mas a perda, de qualquer forma, me foi muito lamentada”, revela.
Na memória, os bons também fazem parte, como os anos em que se dedicou aos trabalhos na AEEL, entidade à qual agradece ter feito parte como Diretor, durante os anos de 85,86 e 96, e Conselheiro em 88, 2000 e 2002: “Ter feito parte da AEEL foi muito importante por vários aspectos, mas pessoalmente, ajudou-me a ser mais comunicativo e sociável, a me integrar e interagir mais com os outros empregados, lutando por nossos direitos”, lembra o dedicado colega que, até hoje, mesmo não compondo oficialmente nenhuma entidade representativa, não abandonou lutas como as que aconteceram na época do Governo Collor.
“É uma luta que me dedico até hoje. Existem funcionários que simplesmente foram demitidos injustamente, em um período que existiam forças querendo desmontar a empresa, e esse cenário precisa ser revertido”, garante o profissional que também já passou pelo cargo de Delegado Sindical.
Kleber pontua dois outros tópicos que, em sua avaliação, são fundamentais para o quadro de empregados: a concretização de um prédio único e um Plano de Saúde. “Para que todos os pleitos sejam alcançados, precisamos estar juntos nessa luta. Antigos e novos empregados, engajados em busca de um mesmo ideal e fazendo parte de nossas entidades representativas. A presença de cada empregado na AEEL é a força de toda a nossa categoria”, enfatiza Kleber, que lembrou o fato de muitas pessoas estarem se desligando da empresa: “Houve concurso e mesmo assim não estou vendo ninguém ser chamado para recompor os quadros”.
Como um engajado empregado, Kleber não esquece nenhum tema e deixa um importante recado aos companheiros, nesse momento de Eleições na Fundação Eletros: “Não podemos esquecer que a democracia está acima de tudo”, conclui.
Kleber Dias Antunes- Entrevistado da segunda quinzena de outubro/2008
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Lentes da História
A História é um vigoroso instrumento na sociedade, auxiliando a compreensão das relações humanas e institucionais, em termos de dados, interpretação, e, sobretudo pedagogia: a história ensina, dá lições que crê-se, assimiladas, podem colaborar com o desenvolvimento e a construção.
Baseado nestas premissas, narrarei algumas passagens históricas que presenciei ao vivo ou via relatos de terceiros sobre facetas factuais. Convém lembrar que a história é como a gramática: existe o pretérito perfeito e também o pretérito imperfeito. Nem sempre ela é bela e perfeita, encantadora, a aprazível, todavia é bom serem revelados para digo mais uma vez, ajudar no processo da construção dois grandes personagens da história da Aeel, expressaram com grande assertividade estas passagens ocorridas: um disse certa feita: “A Eletrobrás tem deformações congênitas” e outro, comumente classificava as incoerências e contradições com as “impropriedades”.
Inicialmente, vamos fazer um passeio pelos departamentos. Num certo departamento, anos 90, Governo Collor, um dos chefes de divisão na elaboração da lista dos candidatos à partirem, fez e refez a lista 9 vezes, e não consegui concluí-la devido a complexidade de fazer as “escolhas” exigidas. O chefe deste mesmo departamento, indo ao presidente, então da empresa, apresentar a lista, quis fazer comentários e apreciações, todavia, o presidente disse que não tinha tempo para ouvir e queria apenas a lista pronta para executar as demissões.
Nos anos 80, outro departamento, a então Coordenação Geral da Presidência (o COGP) exigiu a apresentação de uma lista de pessoas que estariam sobrando no departamento, objetivando uma reestruturação na empresa, o chefe de departamento fez a lista e entregou. Dias seguintes, recebeu a lista de volta com um nome novo: o dele. Num outro departamento, um funcionário queria ir para outro departamento, no entanto, o chefe do departamento havia se desentendido com o diretor da área, e não se falavam devido a este impasse, o funcionário não conseguiu a transferência.
Numa outra feita, um chefe de departamento, por interfone, pediu a secretária que telefonasse para outro departamento, pois queria fazer um contato e usou os seguintes termos: “ Fulana, veja se tem algum imbecil lá que possa me atender?”
Esta passagem já ocorreu neste século: num determinado departamento, uma das suas divisões ia haver uma mudança (gerencial): alguns nomes de pessoas capacitadas, naturalmente, eram candidatos surpreendentemente, outro nome é escolhido numa reunião. Deste escolhido com um dos naturais candidatos, ele fez a seguinte pergunta: “Me diga o que eu tenho a fazer, pois eu não sei ainda o que tenho de fazer?”
Numa penúltima galeria, apresentamos algumas passagens vividas por contínuos: registra-se que a gestão dos contínuos na Eletrobrás obedece a duas condições básicas: eles não têm geografia e cronologia delimitadas, ou seja, vão aonde for necessário, no tempo que for preciso, e quando se negavam eram transferidos automaticamente. Num determinado departamento anos 80, o chefe chegava diariamente entre 11h e 12 horas e a coisa que fazia era pedir ao contínuo que fosse para a rua com os pagamentos, depósitos e saques bancários.
Num outro departamento, ou então chefe, às vezes mandava o contínuo comprar peças náuticas, inclusive numa cidade da região serrana, detalhe: o contínuo ia com a conta certa da passagem, e nem dinheiro para lanche dava.
Numa última galeria, duas passagens ocorridas na Aeel certa feita, foi marcada uma palestra 1994, apareceu somente uma pessoa e o palestrante em respeito a esta pessoa, deu a palestra. E por último, anos 90, no auditório do BNDES, um simpósio, se a memória não falhar, pensando a Eletrobrás, foi convidado um diretor da Eletrobrás para participar, e na sua fala declarou: “Qual foi a minha surpresa? Quando cheguei na Eletrobrás reuni o corpo gerencial da minha diretoria, e pedi que eles falassem sobre temas, falaram sobre tudo, menos sobre a Eletrobrás”
Por último, quero declarar que a exposição destas passagens não visam expor as fragilidades, deficiências e impropriedades como muitas vezes ouvi e vi pessoas falaram pelos corredores e em reuniões formais marchando para 35 anos dentro da empresa, vi também passagem de grande profissionalismo, dedicação e até sacrifício por parte de empregados de nível médio, nível superior, chefiados e de chefes virando noites, ficando sem almoçar, saindo às 12 horas um calor de 40º graus saindo da empresa passando mal na rua , indo para hospital, chegando em casa perto das 24 horas e no dia seguinte indo viajar e numerosas outras “cenas históricas” foram vividas. Creio ser interessante que outros colegas também contem suas histórias.
Neste momento histórico em que a Eletrobrás se postula à mudança, em termos de discursos e posturas, declaro que a luta contra a cultura, os hábitos de décadas não mudarão da noite para o dia e nem se conseguirá este mutirão com almoços, aniversários, churrasco e festas somente, no entanto num movimento em que valorize o coletivo, uma única Eletrobrás e não “cada diretoria uma Eletrobrás”, lutando-se ferozmente para se combater o personalismo, o individualismo, o que em muitas ocasiões se manifestaram.
Será uma lista longa, árdua e que como a própria história nos diz: “Uma instituição ou um grupo é reflexo da sua época”, hoje, estamos na era da tecnologia do mercado de capitais, porém os mais importantes são os valores e os princípios, uma vez desprezados, poderemos ter no futuro, a volta das contradições e das impropriedades históricas vistas pelas suas lentes.
Daniel Barbosa de Souza PRJ
(Ingresso na Eletrobrás em 01 de abril de 1975 / como contratado em 02 de maio de 1974). Estudante do curso de História
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Uma carreira brilhante
Aos 27 anos, Daniel Beltran já tem uma carreira de se orgulhar. Empregado da Eletrobrás desde 2003, esse jovem arquivologista não apenas organiza, mas também se intera sobre os diversos temas que, sob a forma de livros, o envolvem em seu dia a dia.
E se o assunto diz respeito ao trabalho, ele se mostra atuante. Associado da AEEL – Associação dos Empregados da Eletrobrás –, Daniel participa das assembléias e das reuniões com prazer. Acredita que todos devem saber o que pode ser melhorado, simplesmente por fazerem parte do mesmo meio.
Nos últimos meses, o arquivologista percebeu maior interesse e atuação dos empregados nas questões da empresa: “Eu tenho percebido mais participação nas assembléias. Acho que isso aconteceu devido à abertura que a nova diretoria da AEEL nos proporcionou; importante para que se estabeleça a troca de idéias. Na AEEL nós somos ouvidos”.
Daniel vê nas associações, uma maneira de ecoar a opinião do coletivo, da maioria, que antes era segmentado: “Fazer parte de uma associação não é status. É fazer parte de um grupo onde todos buscam algo de interesse comum; benéfico a todos”.
Além dos temas políticos, mas não além da empresa, Daniel faz parte dos empregados da Eletrobrás que são voluntários. O crachá do jovem, diferentemente de outros, é vermelho e tem a sigla: BVI – Brigadista Voluntário de Incêndio.
Sobre todo o trabalho desenvolvido, o arquivologista percebe que faz parte de um novo cenário em que a empresa se encontra: “Em poucos lugares a pessoa tem a oportunidade de estar presente em um momento de mudanças. Estar vivendo esse momento é bom para quem quer crescer junto com a empresa”.
Daniel Beltran |
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